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Timão, Verdão, SP e Santos vão perder um caminhão de dinheiro

Jorge Nicola
·1 minuto de leitura
São Paulo e Santos se enfrentando no Paulistão, que paga cotas gigantes (Ettore Chiereguini/Agif)
São Paulo e Santos se enfrentando no Paulistão, que paga cotas gigantes (Ettore Chiereguini/Agif)

Ninguém ganha mais do que os quatro grandes de São Paulo com cota de TV quando o assunto é estadual. Em 2021, último ano do contrato com a Globo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos estão embolsando, cada um, R$ 30 milhões. Os quatro grandes do Rio embolsam R$ 3 milhões, cada, com a Record.

Mas a condição especial do G4 paulista está perto do fim. É provável que a Globo tente renovar o contrato para 2022, mas em condições financeiras completamente diferentes. É neste contexto, inclusive, que existe a possibilidade de outras emissoras entrarem na disputa, como a RedeTV.

Mas a chance de as cifras deste ano se repetirem é zero, independentemente da emissora que vencer a disputa. Tal fenômeno já aconteceu em outros estaduais, como Carioca, Catarinense e Paranaense.

Além da bolada paga aos grandes, a Globo ainda banca entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões para os demais participantes do Paulistão - quanto mais tempo na elite paulista, mais próximo dos R$ 8 milhões. Isso significa, por exemplo, que a Ponte Preta ganha mais no Paulistão do que na Série B, que dura o dobro do tempo.

E não para por aí. Para um clube brasileiro alcançar na Libertadores os R$ 30 milhões de cota dos grandes em São Paulo, é preciso chegar às semifinais. O mesmo raciocínio se aplica à Copa do Brasil, responsável por alguns dos maiores prêmios do país - tais comparações foram levantadas pela Revista Exame.

Já na Copa Sul-Americana, o bônus de R$ 30 milhões só é alcançado pelo campeão do torneio. Enquanto isso, no Brasileirão, o Flamengo precisou ser campeão para assegurar R$ 33 milhões.