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Tiktoker põe vídeo viral à venda como criptoarte NFT por R$ 2,7 milhões

Ramon de Souza
·3 minuto de leitura

Se você utiliza o TikTok com frequência, com certeza já deve ter se deparado com um dos vídeos mais populares atualmente na rede social. Postado pelo estadunidense Nathan Apodaca, o clipe é bem simples e retrata o próprio indo ao seu trabalho de skate, enquanto bebe um suquinho refrescante ao som de Dreams, canção da banda anglo-americana de rock. E é só isso mesmo. Por algum motivo bizarro, no momento em que esta matéria foi escrita, a “obra” já havia acumulado 12 milhões de curtidas na plataforma.

Agora, aproveitando a onda dos tokens não fungíveis (NFT, na sigla em inglês), Apodaca anunciou que colocará à venda a cópia original do vídeo. O arquivo será leiloado através da plataforma especializada Rarible e o lance inicial é de US$ 500 mil — o equivalente a aproximadamente R$ 2,7 milhões na cotação atual da moeda. Quem arrematar a peça de arte digital receberá um certificado criptográfico registrado permanentemente em uma rede blockchain, podendo ostentar o título de “dono” do clipe viral.

Claro, temos que ressaltar o detalhe de que a versão comercializada por Apodaca não contará com a trilha sonora que ajudou o vídeo a decolar (e que triplicou o número de reproduções da canção em questão no Spotify), já que ele não possui os direitos autorais necessários para comercializá-la. Se a venda for concretizada, o plano do skatista é comprar uma casa para os seus pais; e também tentar abrir um centro de eventos em sua cidade, Idaho Falls (localizada no estado de Idaho, nos Estados Unidos).

Mas… como o vídeo viralizou?

Nem mesmo Apodaca consegue justificar a viralidade de seu vídeo. Nada foi planejado: em um belo dia, o homem de 37 anos (que já foi morador de rua e hoje reside em um trailer) acordou e já se preparava para dirigir até seu trabalho, quando percebeu que a bateria do veículo havia descarregado. Qualquer outro cidadão entraria em desespero e praguejaria sem parar, mas o descendente de indígenas resolveu demonstrar “good vibes”, pegou seu skate e resolveu ir trabalhar assim mesmo.

A trilha sonora foi escolhida aleatoriamente e Apodaca cogitou nem publicar o clipe, pois não gostou do resultado. “Foi uma viagem. Eu já tive um vídeo viral antes, em que usei música do Bone Thugs-n-Harmony, mas foi nada como esse. Foi muito legal ter viralizado. Mas não pensei que fosse ficar tão grande. Por isso, nem prestei atenção à repercussão no início”, explicou o tiktoker à revista Splash. Ele começou a receber doações eacumulou US$ 10 mil, mas preferiu gastar o dinheiro ajudando sua família.

<em>Imagem: Reprodução/The Tab</em>
Imagem: Reprodução/The Tab

No fim das contas, o sucesso de Apodaca foi, possivelmente, ocasionado por um forte sentimento de empatia global. Ele provou o quão válido é o velho ditado: quando a vida lhe der limões, faça uma limonada… ou um vídeo no TikTok.

Qual é a dessa nova moda?

Os tokens não fungíveis estão dominando a web nos últimos tempos. A proposta é simples: transformar itens digitais em propriedades únicas, atribuindo-os a um “dono” que pagou pelo simples status de ter, bem, a sua "posse". Tudo graças à tecnologia blockchain, que garante a autenticidade de contratos e ativos eletrônicos. A essa altura do campeonato, chegamos ao ponto de que investidores, colecionadores e milionários estão “lutando” por bens virtuais.

Basta lembrar que, no mundo em que vivemos, tudo é digital. Logo, é natural que o colecionismo também siga esse caminho. Há quem considere uma besteira o ato de pagar milhões de dólares em uma pintura; para quem adquire obras de arte, porém, a posse daquele bem único simboliza um status inigualável. Isso, sem contar, é claro, as especulações de mercado — quem compra qualquer item cobiçado sabe que poderá revendê-lo a um preço mais caro no futuro.

Fonte: Canaltech

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