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TikTok: impacto da rede na saúde mental é tema de investigação nos EUA

TikTok: plataforma está sendo investigada quanto aos seus efeitos na saúde mental de usuários jovens e crianças (Photo by TOLGA AKMEN/AFP via Getty Images)
TikTok: plataforma está sendo investigada quanto aos seus efeitos na saúde mental de usuários jovens e crianças (Photo by TOLGA AKMEN/AFP via Getty Images)
  • Plataforma está sendo investigada por uma força-tarefa bipartidária de procuradores;

  • No passado, o Instagram e o Facebook foram investigados pelos mesmos motivos;

  • TikTok acolheu a investigação, prometendo ajudar com as informações necessárias.

Após investigações e inquéritos congressionais sobre as práticas de engajamento do Instagram e seus efeitos nas crianças e adolescentes, chegou a vez do TikTok ser investigado por autoridades americanas.

De acordo com o portal americano The Verge, uma força-tarefa bipartidária de procuradores-gerais de diversos estados norte-americanos estão realizando uma investigação sobre os efeitos na saúde mental que o TikTok tem sobre menores de idade.

"Como crianças e adolescentes já lidam com problemas de ansiedade, pressão social e depressão, não podemos permitir que as mídias sociais prejudiquem ainda mais sua saúde física e bem-estar mental", disse Maura Healey, procuradora-geral do estado de Massachusetts.

A coalizão de procuradores tem como objetivo entender os métodos e técnicas utilizadas pelo TikTok para aumentar o tempo na plataforma, a interação e a frequência de engajamento dos usuários mais jovens.

Porta-voz da rede social, Ben Rathe, informou que a empresa "agradece que os procuradores-gerais dos estados estejam se concentrando na segurança dos usuários mais jovens" e que irá "fornecer informações sobre as muitas proteções de segurança e privacidade".

Denúncia de Frances Haugen

No ano passado, Frances Haugen, uma ex-funcionária da Meta (Facebook), veio a público com documentos privados da empresa, detalhando como a empresa conscientemente criou um ambiente tóxico e viciante para adolescentes e jovens adultos. Por exemplo, em uma pesquisa da empresa, 32% das adolescentes entrevistadas afirmaram que o Instagram as faziam se sentir pior com seus corpos.

Em depoimento ao Senado americano, Haugen comparou as ações da Meta àquelas realizadas pelas empresas de tabaco, que durante décadas esconderam pesquisas que associavam seus produtos aos riscos de câncer.

"A liderança da empresa conhece maneiras de tornar o Facebook e o Instagram mais seguros, e não fará as mudanças necessárias porque colocou seus lucros imensos antes das pessoas", disse a delatora.