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Theus Costa lança música em homenagem a Kathlen Romeu: 'Desabafo de homem preto que não aguenta mais injustiça'. Veja o clipe

·2 minuto de leitura

Nove dias após a morte da designer de interiores Kathlen Romeu, jovem grávida atingida por uma bala perdida no bairro Lins de Vasconcelos, na Zona Norte do Rio, o cantor Theus Costa lança a música "Operação Quilombo" nesta quinta-feira, dia 17, como uma homenagem a Kathlen e, sobretudo, um protesto por todas as vítimas de violência.

Além de ter parentes que vivem na mesma comunidade onde Kathlen foi morta, Theus tem uma irmã que estudou com a jovem, que estava grávida de quatro meses quando foi atingida por um tiro de fuzil e não resistiu. Na música, o cantor traz à tona a realidade comum a Kathlen e a outros jovens negros e moradores das periferias. O clipe de "Operação Quilombo" já pode ser assistido no YouTube (confira abaixo).

— É um protesto, um desabafo de um homem preto que não aguenta mais tanta injustiça e omissão com os meus irmãos de cor. O que a Kathlen portava de mais perigoso era uma vida. É essa música é também um apelo para que esse caso não se torne só mais uma estatística. Precisamos de respostas. Queremos que param de nos matar. Precisamos lutar! — afirma Theus Costa.

Metade dos direitos da música serão doados à família de Kathlen, que recebeu a homenagem com emoção e pretende reverter o valor para projetos sociais.

— Eu não quero dinheiro, mas aceitei porque iremos destinar esse valor para serviços sociais voltados para a comunidade. Se minha filha estivesse viva, ela também gostaria que fosse dessa forma. Vamos apoiar essa homenagem em protesto para minha filha — diz Jaqueline Lopes, mãe da jovem.

Para o cantor, mortes como a de Kathlen não podem ser tratadas como apenas "mais um caso"

— Essa música me toca muito, porque eu consigo sentir a dor dessa família. Já perdi familiares vítimas de bala perdida também. Sou preto e fui criado em periferia, convivo com o preconceito e a violência desde sempre. Já calei muito a minha voz, e hoje vejo que precisamos falar, gritar se for preciso.

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