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Thalma de Freitas, a Zilda de 'Laços de Família', fala da carreira como cantora nos EUA e de possível volta ao Brasil

Amanda Pinheiro
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Cantora, compositora e atriz, Thalma de Freitas, de 46 anos, ficou conhecida pelo público pelos seus diversos trabalhos na televisão, cinema e na música. No ar na reprise de "Laços de Família", como Zilda, a empregada de Helena (Vera Fischer), ela vive há oito anos em Los Angeles, nos Estados Unidos, e tem se dedicado à música, sobretudo durante o período de distanciamento social, onde aproveitou para produzir novos álbuns.

— Tenho feito música, principalmente compondo, gravando tanto para mim como para parceiros. A pandemia, ou como prefiro dizer "o pandemônio", me impede de produzir shows, mas tenho escrito bastante. Inclusive, gravei dois trabalhos que estão em pós-produção e devem sair ano que vem — afirmou ela, que com o álbum "Sorte", foi a única brasileira indicada ao Grammy 2020, na categoria Melhor álbum de jazz latino: — Me senti honrada e satisfeita, após anos morando em Los Angeles essa é uma validação importante. Fiz essa parceria com o compositor John Finbury. Ele me conheceu por indicação da Bebel Gilberto e começamos uma colaboração muito bem sucedida, tivemos excelentes críticas de jornalistas e amantes do Jazz e, por isso, nossa indicação. John e eu continuamos a trabalhar juntos para um próximo projeto — declarou.

Thalma conta que não consegue ver a reprise da novela de Manoela Carlos, mas se impressiona como até hoje a trama repercute.

— Não tenho tv a cabo, mas as pessoas têm me procurado no Instagram para comentar. É muito legar ver um trabalho que mesmo depois de 20 anos ainda tem uma grande repercussão e o carinho do público.

Casada com o fotógrafo irlandês Brian Cross, com quem tem uma filha de 7 anos, Gaelle, ela afirmou que tem gostado de morar fora do Brasil, mas não descarta uma volta.

— Penso e tenho esperança, só não tenho planos nem perspectivas. Mas soube que existe uma adaptação do livro "Um defeito de cor", da Ana Maria Gonçalves, um dos livros mais incríveis que conheço, e já avisei ao produtor de elenco da TV Globo que eu iria por conta própria participar dessa produção. Não precisam se preocupar com passagem ou hospedagem, porque é um trabalho importante demais — revelou.

Com 32 anos de carreira, Thalma relembra momentos marcantes na sua trajetória, entre eles a estreia no cinema, em 2001, com o filme "O Xangô de Baker street", dirigido por Miguel Faria Jr.

— Fomos para Portugal filmar por três semanas, fiz minha pesquisa de personagem no ateliê da figurinista Marília Carneiro e fiquei amiga da querida Maria de Medeiros, de quem sou próxima até hoje. Esse trabalho foi muito importante para mim — disse.