Teto da dívida não vai mudar rating dos EUA, diz Moody's

A agência de classificação de risco Moody's disse na noite de quarta-feira que o fato de o governo dos EUA estar se aproximando do seu limite de endividamento não vai afetar o rating soberano do país.

Ontem, o Tesouro norte-americano afirmou que o governo federal atingirá seu limite legal de endividamento de US$ 16,394 trilhões na próxima segunda-feira. Isso deverá acionar uma série de medidas emergenciais que poderão dar ao governo condições de funcionar até fevereiro ou março, antes de enfrentar uma crise de dívida.

Ao mesmo tempo, a Casa Branca e o Congresso ainda precisam chegar a um acordo para evitar o chamado abismo fiscal, uma série de cortes de gastos e aumentos de impostos programada para entrar em vigor no começo do ano que vem.

Segundo Steven Hess, diretor sênior de crédito do grupo de risco soberano da Moody's, o governo dos EUA deve chegar a um acordo de longo prazo para lidar com a questão fiscal em 2013, independentemente do abismo fiscal ter sido desencadeado. Mas se isso não acontecer, haverá consequências. "Se não houver uma solução em 2013, que forneça um caminho claro para a projeção fiscal e a trajetória da dívida no médio prazo, nós vamos rebaixar o rating soberano", afirma ele.

Em um relatório também divulgado ontem, a Moody's disse que vê o limite de endividamento do governo como parte permanente do perfil de risco do rating triplo A dos EUA - que atualmente tem uma perspectiva negativa. A agência também afirma nesse documento que o país deve elevar novamente o teto da dívida, mas não antes de praticamente esgotar todas as outras medidas temporárias possíveis.

Segundo a Moody's, a probabilidade de um default no pagamento dos bônus do Tesouro é extremamente baixa. Mesmo assim a agência vai monitorar os desdobramentos políticos nos próximos meses em busca de sinais de que essa probabilidade mudou. As informações são da Dow Jones.

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