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Testes de covid: saiba a diferença entre exames PCR e de anticorpos

·3 min de leitura

Quando a pandemia da covid-19 começou, a população de todo o mundo passou a se familiarizar com os nomes dos testes que detectam a infecção pelo coronavírus. Hoje, o RT-PCR e o teste de anticorpos já são bastante comentados por aí.

Ambos os exames são importantes para o diagnóstico da doença, ainda que um seja mais completo e preciso que o outro. Mas você sabe qual é a diferença entre os dois procedimentos com base na forma de detecção da doença e como eles são feitos dentro do laboratório? Nathaniel Hafer, biólogo molecular e professor da University of Massachusetts Medical School, explica.

RT-PCR

<em>Imagem: Reprodução/Freepik</em>
Imagem: Reprodução/Freepik

A sigla RT-PCR significa reação da transcriptase reversa seguida pela reação em cadeia da polimerase, que ocorre e é examinada em tempo real. O primeiro passo para fazer esse teste molecular é obter amostra de esfregaço nasal ou de um pouco de saliva. Uma vez coletado, o material é levado para o laboratório, onde é tratado com uma enzima que converte o RNA em DNA de fita dupla. Na sequência, o DNA é misturado a uma solução que conta com a enzima polimerase e, então, aquecida. Com isso, o DNA é separado em dois pedaços de fitas simples.

No próximo passo, a temperatura é reduzida e a polimerase se liga ao DNA de fita simples e o copia, e isso é feito com a ajuda de um pequeno fragmento de DNA guia chamado primer ou indicador, que garantem que somente o DNA do coronavírus seja amplificado. Por fim, o profissional de laboratório criou duas cópias do DNA do SARS-CoV-2 usando um único pedaço de RNA original.

As máquinas de laboratório repetem esses ciclos de aquecimento e resfriamento por cerca de 30 a 40 vezes, dobrando o DNA de quantidade até obter um bilhão de cópias. A sequência amplificada vai contar com um corante fluorescente que, então, é lido por uma máquina. Com o PCR, é possível detectar até mesmo a menor quantidade de material genético de coronavírus em uma só amostra, fazendo com que o teste seja altamente preciso.

A realização do PCR, no entanto, exige um técnico de laboratório qualificado para analisar o material, além de equipamentos especiais. Além disso, a amplificação pode levar mais de uma hora para ser finalizada, enquanto o processo todo pode levar de 12 horas a cinco dias até que o indivíduo tenha o diagnóstico final.

Anticorpos

<em>Imagem: Reprodução/Freepik</em>
Imagem: Reprodução/Freepik

Já o teste de anticorpos é mais rápido que o PCR, mas menos preciso. O teste rápido vai avaliar o antígeno, nome dado às substâncias que fazem com que o corpo produza uma resposta imunológica, o que desencadeia a formação de anticorpos que irão ajudar a detectar antígenos do coronavírus.

Esse teste é feito com o tratamento da amostra de sangue, muco ou saliva com um líquido que conta com sal e sabão, e que separa as células e outras partículas. Na sequência, o líquido é colocado em uma tira de teste que possui reagentes, isto é, anticorpos específicos para o SARS-CoV-2 pintados em uma linha fina. Então, os anticorpos que estão na linha de teste se conectam a qualquer antígeno da amostra, e uma linha colorida aparecerá indicando a infecção pela doença quando os anticorpos se conectarem aos antígenos do vírus.

Os testes sorológicos são fáceis, rápidos, mais baratos e não é preciso de um profissional para interpretar os resultados. A desvantagem, no entanto, está na precisão, uma vez que o PCR é altamente confiável e considerado padrão ouro nos exames de covid. Quando uma pessoa está sintomática ou conta com bastante carga de vírus no organismo, o teste rápido é preciso, mas se ela ainda está nos estágios iniciais, não haverá carga viral suficiente para a detecção.

Fonte: Canaltech

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