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Testes de Covid na Venezuela limitados por falta de combustível

Nicolle Yapur
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O objetivo da Venezuela de aumentar o número de pessoas testadas para a Covid-19 com centenas de milhares de novos kits de testes de antígeno, entregues há mais de um mês, está sob risco devido à escassez crônica de combustível, além da falta de água e eletricidade.

O Ministério da Saúde informou à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que forneceu os testes, que a falta de combustível, problemas em concessionárias e treinamento de profissionais dificultaram o programa, disse Ciro Ugarte, diretor de emergência da OPAS, em conferência de imprensa virtual na quarta-feira.

Até o momento, apenas 1.600 dos 340.000 testes foram realizados, com 400 casos positivos, disse Ugarte. Autoridades venezuelanas dizem que o número de casos está sob controle, apesar do recente afrouxamento das restrições, com uma média diária de cerca de 400 casos em dezembro.

Sete anos de recessão, forte queda das exportações de petróleo e sanções dos EUA deixaram a Venezuela com recursos limitados para enfrentar a pandemia, enquanto o impasse político entre o presidente Nicolás Maduro e o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, que é reconhecido como o líder legítimo da Venezuela por mais de 50 países, restringiu o acesso a financiamentos.

Os números oficiais estão em desacordo com relatos fornecidos por médicos em hospitais da Venezuela. Um relatório recente da Pesquisa Nacional de Hospitais, conduzida por uma equipe de médicos especialistas e obtido pela Bloomberg News, mostra um aumento constante do número de pacientes hospitalizados com doenças respiratórias nas quatro semanas anteriores a 6 de dezembro. O aumento sugere o início de uma segunda onda, mesmo que os números oficiais não mostrem, diz o relatório.

O Ministério da Informação não respondeu de imediato a pedidos de comentário.

Teste e financiamento

Os testes rápidos de antígeno são mais precisos para determinar se alguém está infectado, ao contrário dos testes rápidos de anticorpos, que podem mostrar quando alguém teve Covid-19, mas geralmente apresentam resultado negativo durante os estágios iniciais da infecção. Os testes de detecção de antígeno não substituem a PCR - que detecta o material genético do vírus -, mas atuam como complemento, segundo a OPAS.

O governo afirma que o número de casos Covid-19 da Venezuela permanece baixo, embora limite os testes a apenas cinco laboratórios estatais. O número de testes realizados caiu, mesmo nos meses com maiores taxas de transmissão, segundo dados oficiais, e a demora para obter resultados tem sido uma preocupação da OPAS.

Os testes de antígeno, fornecidos pela OPAS sob um acordo assinado pela Assembleia Nacional controlada pela oposição e pelo governo de Maduro, deveriam aumentar a capacidade para 10.000 testes por dia até 31 de dezembro.

O governo prometeu aumentar os testes e as áreas de cobertura durante reunião realizada na semana passada, que incluiu um assessor da Assembleia Nacional, sobre a resposta à pandemia, de acordo com Ugarte. A OPAS também conversa com ambas as partes a liberação de fundos extras para adquirir suprimentos e, potencialmente, uma vacina.

Um fundo de US$ 1 bilhão do Banco Interamericano de Desenvolvimento para financiar a compra de vacinas por países latino-americanos não está disponível para a Venezuela.

“Quando as condições políticas e financeiras permitirem, o BID estará pronto para prestar apoio específico à Venezuela”, disse a instituição por e-mail.

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