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Testes de anticorpos para a COVID-19 são realmente eficazes? Entenda!

Fidel Forato

Uma das medidas mais importantes para controlar a disseminação do novo coronavírus (SARS-CoV-2) é identificar, de maneira rápida e segura, casos da COVID-19, evitando a propagação da doença com o isolamento desses indivíduos. Nesse sentido, uma grande aposta são os teste de anticorpos que têm ajudado empresas e instituições a reabrirem com certa segurança.

Isso porque determinar se uma pessoa foi infectada ou não pelo vírus é essencial para responder à pandemia, mas esse procedimento guarda algumas limitações. Isso porque, em um artigo publicado na revista científica Chemical & Engineering News, as técnicas usadas pelos fabricantes desses testes de anticorpos ainda estão sendo aperfeiçoadas para que se tornem cada vez mais precisas.

Testes com anticorpos

No contexto da pandemia da COVID-19, a Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, emitiu autorizações de uso emergencial para que as empresas de testes com anticorpos comercializassem seus produtos, ou seja, os processos de identificação ainda precisam ser aprofundados. Afinal, a doença é muito nova e, por isso, apresenta uma série de desafios para os pesquisadores.

Exames para identificar infecções para o novo coronavírus testam a presença de determinados anticorpos no sangue dos pacientes (Imagem: reprodução/ Pexels)

Diferente dos exames para coronavírus do tipo RT-PCR, que coletam uma amostra da via respiratória do paciente e atesta a própria presença do vírus, os de anticorpos são diferentes. De forma geral, esses testes analisam o sangue dos pacientes medindo a presença ou ausência de anticorpos que o corpo produz ao combater a infecção causada pelo novo coronavírus.

Vale entender que o corpo humano guarda uma memória imunológica, então, depois de uma infecção viral, por exemplo, os anticorpos desenvolvidos para a combater a doença permanecem no organismo. Em outras palavras, depois que uma pessoa se recupera da COVID-19, é consenso que os seus anticorpos permaneçam no sistema por semanas, só não se sabe ainda por quanto tempo exatamente.

Análise do sangue

Esses tipos de testes variam em seus mecanismos para detectar anticorpos, mas todos separam o plasma contendo anticorpos dos glóbulos vermelhos e determinam se os anticorpos "aderem" a proteínas COVID-19 específicas. Caso os anticorpos identifiquem a proteína do coronavírus, o paciente já deve ter sido contaminado pela COVID-19 ou está em um estágio avançado da infecção viral.

Entendendo cada vez mais toda essa cadeia, agora os laboratórios e empresas responsáveis pelos testes buscam aumentar a sensibilidade dos seus exames para a detecção dos anticorpos contra o coronavírus ao nível de 100%. Isso porque alguns dos primeiros testes tiveram uma precisão questionável. Nesse sentido, testes mais confiáveis ​​significam uma melhor proteção contra a doença.

Essa identificação dos pacientes já contaminados pode ser a chave para a reabertura segura das economias, em plena pandemia. Mesmo que não se saiba precisar por quanto tempo os anticorpos continuarão ativos no organismo dos sobreviventes, especialistas acreditam que os seres humanos podem produzir grandes quantidades desses anticorpos, e o vírus é lento para sofrer mutações, o que pode ser outro bom sinal para proteção a longo prazo.


Fonte: Canaltech