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Testemunha diz que engenheiro não viu ciclista que atropelou, na Barra, porque luzes de poste estavam apagadas

Rafael Nascimento de Souza
·2 minuto de leitura

RIO — A manicure Millena Mansur Águaluza, de 18 anos, estava no banco do carona do carro que atingiu o ciclista Jeová Pinto Duarte, de 62 anos, morto na manhã desta sexta-feira na Avenida Salvador Allende, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. A jovem conta que ela, o motorista, o engenheiro Wilson Roberto Oliveira da Rosa, de 31 anos, e uma terceira pessoa voltavam de uma casa de show de Vila Valqueire, na Zona Norte, e seguiam para casa, no Recreio dos Bandeirantes, também na Zona Oeste. Segundo ela, o acidente aconteceu por volta das 5h30. Ela lembra que, naquele momento, todas as luzes do poste naquele trecho da avenida estavam apagadas, e a vítima não foi vista pelo motorista.

— As luzes do poste estavam apagadas. Do nada ele (o ciclista) veio de frente e bateu no carro. Foi tudo muito rápido e nem eu mesmo não vi nada. Só vi quando o vidro estilhaçou no meu rosto. Eu abri a porta e já vi o senhor. Num primeiro momento da batida, não imaginávamos que fosse uma pessoa. Pensamos que fosse um cachorro — contou Millena.

Segundo a jovem, o motorista parou o veículo e pediu ajuda para outros motoristas que passavam pelo local.

— Pedimos ajuda para um subtenente do Corpo de Bombeiros que passava pelo local. Ele disse que o moço ainda estava com pulsação e então chamamos o resgate, que chegou bem rápido. Mas, quando chegou, o senhor já estava morto — completa.

Questionada sobre as garrafas de bebidas encontradas no veículo, Millena afirmou que ela e a prima beberam. No entanto, negou que o condutor tenha ingerido álcool.

— Sim, bebemos. Mas, ele não bebeu nada. Ele estava numa velocidade média. Acho que uns 60 quilômetros por hora. E sobre as garrafas que estavam no carro, compramos para levar casa — finalizou.

O motorista prestou depoimento na 16ª DP (Barra) e foi encaminhado para fazer exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) do Centro. De acordo com a delegada-adjunta Ana Carolina Lemos de Medeiros, o exame de alcoolemia dele deu negativo:

— Ele vai responder por homicídio culposo, quando não há intenção, por crime de trânsito. Como ele permaneceu no local, prestou ajuda e veio para a delegacia, não será preso. Ele vai responder em liberdade.

Jeová Pinto Duarte era morador do Anil, na Zona Oeste. Ele era do Ceará e não tinha parentes no Rio. O corpo dele foi levado para o IML.