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Teste final de 737 Max da Boeing é vencer medo de passageiros

Justin Bachman
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Sérias falhas no 737 Max da Boeing foram corrigidas, e o avião agora é seguro para voar, afirmam reguladores do setor de aviação dos Estados Unidos. No entanto, para muitos passageiros, uma questão central permanece: me sentiria seguro em voar em um avião que caiu duas vezes, matando 346 pessoas?

“De jeito nenhum vou voar, ponto final”, disse Jon Bonne, um escritor de gastronomia e vinhos que mora em Nova York. “Ninguém na aviação comercial pega um avião ruim e simplesmente começa de novo. Portanto, estamos atados ao Max.”

As falhas catastróficas do Max foram atribuídas às deficiências da Boeing e à deferência de reguladores dos EUA em relação ao setor que supervisionam. “Foi isso que fez com que o Max saísse da linha de fábrica com muitos problemas”, disse Jerry Elmas, executivo de vendas em Austin, Texas, que planeja “esperar alguns anos” antes de voar em um Max, mesmo que isso signifique incluir uma conexão em suas viagens.

“Sou empresário”, disse. “Se eu matar meus clientes, eles não voltam.”

Outros observaram que o Max é agora uma das aeronaves mais analisadas da história, após o acidente no final de 2018 na Indonésia e do segundo desastre alguns meses depois na Etiópia. Depois de aterrar o avião em março de 2019, a Administração Federal de Aviação dos EUA suspendeu a ordem na quarta-feira.

“Acho que confio o suficiente no setor de aviação, dado seu histórico geral”, disse Kristen O’Brien, escritora de Austin, Texas. “O Max foi tão examinado que agora sinto que, no mínimo, deve ser mais seguro do que os outros aviões.”

As quatro companhias aéreas americanas que compraram o 737 Max se preparam para voltar a operá-lo nos próximos meses. A American Airlines sai na frente no final de dezembro, com voos entre seu hub de Miami e o Aeroporto LaGuardia, em Nova York.

A United Airlines disse que cada um de seus aviões Max exigirá cerca de 1.000 horas de trabalho e treinamento antes da retomada dos voos no primeiro trimestre de 2021. A Alaska Airlines receberá a primeira de suas 32 aeronaves em janeiro e iniciará voos com clientes em março. A Southwest Airlines, o maior cliente do Max, planeja retomar os voos com o avião no segundo trimestre.

“Se tivéssemos um motivo de dúvida sobre a segurança de nossa frota - ou qualquer subconjunto dela - simplesmente, os aviões não voariam”, disse o CEO da Southwest, Gary Kelly, em carta a clientes na quarta-feira.

Em comunicado na quarta-feira, o diretor-presidente da Boeing, David Calhoun, disse que os acidentes do Max “remodelaram nossa empresa e focou ainda mais nossa atenção em nossos valores fundamentais”.

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