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Teste de arma atômica feito nos anos 1940 criou um raro tipo de cristal

·2 minuto de leitura

Há 76 anos, o deserto de Alamogordo, no Novo México, foi bombardeado pela primeira detonação de um dispositivo nuclear durante o teste. A explosão liberou tanta energia, que foi capaz de mudar a composição dos materiais encontrados naquela região, ao ponto de forjar um elemento radioativo que, até então, só tinha sido encontrado em meteoritos ou criados em laboratório: uma forma muito incomum de um cristal chamado icosaedrito.

Ao que tudo indica, este material foi criado diante da exposição ao calor e pressão intensas durante a primeira detonação da bomba, chamada de teste Trinity, que transformou a areia abaixo em vidro, assim como outros materiais, incluindo o metal da torre de suporte e o cobre dos fios de transmissão conectados com os instrumentos do teste. Todos esses elementos se juntaram e deram origem a um mineral chamado trinitita, um resíduo vítreo normalmente esverdeado deixado após a explosão e que é ligeiramente tóxico — em longas exposições, pode causar queimaduras.

Trinitita vermelha após o teste da bomba atômica, no Novo México (Imagem: Reprodução/Luca Bindi/Paul J. Steinhardt.)
Trinitita vermelha após o teste da bomba atômica, no Novo México (Imagem: Reprodução/Luca Bindi/Paul J. Steinhardt.)

Uma forma ainda mais rara de trinitita vermelha foi encontrada após a explosão no Novo México, talvez por conta dos fios de cobre que foram derretidos neste processo, fundindo-se ao mineral. O que chama a atenção dos pesquisadores é que, em análise de uma amostra de 10 microgramas, eles perceberam a estrutura cristalina que possuía uma simetria quíntupla — o que é extremamente difícil de ser encontrado na natureza.

Este cristal foi encontrado naturalmente pela primeira vez em um meteorito da Rússia, chamado de Khatyrka. Na ocasião, o astrônomo Phil Plait explicou que: “ao longo dos anos, os cristalógrafos descobriram que existem quatro tipos de simetrias que os cristais naturais podem ter: dupla, tripla, quádrupla e sêxtupla”. Por ser extremamente raro, difícil de produzir e encontrar, qualquer estudo sobre esta estrutura quíntupla é válido.

Padrão de difração de raios-x de uma amostra de icosaedrito encontrado no meteorito, revelando uma simetria quíntupla em sua estrutura (Imagem: Reprodução/Asimov et al)
Padrão de difração de raios-x de uma amostra de icosaedrito encontrado no meteorito, revelando uma simetria quíntupla em sua estrutura (Imagem: Reprodução/Asimov et al)

O icosaedrito encontrado no meteorito da Rússia, provavelmente se formou quando um asteroide incomum atingiu outro. O impacto foi tão violento, que gerou altas temperaturas e pressão por um período muito curto de tempo. Já este novo, encontrado no Novo México após a explosão, tem a mesma forma, mas com características químicas diferentes.

Fonte: Canaltech

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