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Teste de 5G "puro" da TIM atinge velocidade de download de 3,9 Gbps

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A TIM registrou uma transferência de dados de 5,4 Gbps (gigabits por segundo) em rede móvel 5G "puro" (standalone) durante um teste em seu laboratório no Rio de Janeiro. Na prática, foi possível entregar conexões de 3,9 Gbps de download.

Os 5,4 Gbps são 100 vezes mais do que o alcançado no 4,5G da TIM e 100 vezes acima do registrado no 5G Dynamic Spectrum Sharing (DSS), o 5G "não puro" que foi lançado pelas operadoras brasileiras em 2020. O teste usou toda a banda existente na faixa de 26 GHz (chamada de ondas milimétricas ou mmWave em inglês).

A TIM adquiriu, no leilão do 5G feito pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em novembro, um "pedaço" de 600 MHz dentro do espectro de 26 GHz. Entretanto, no ambiente de seu laboratório no Rio de Janeiro, foi usada uma largura de banda de 800 MHz, além de um "reforço" do espectro de 3,5 GHz (outros 100 MHz), de acordo com o site Telesíntese.

TIM realizou primeira conexão no Brasil e na América Latina usando 5G NR com conectividade 3,5 GHz + 26 GHz (Imagem: Envato/poungsaed_eco)
TIM realizou primeira conexão no Brasil e na América Latina usando 5G NR com conectividade 3,5 GHz + 26 GHz (Imagem: Envato/poungsaed_eco)

Os testes são importantes porque foram a primeira conexão no Brasil e na América Latina usando NR (New Radio, em inglês) — um tipo de padrão global para o 5G — com conectividade dupla dos espectros de 3,5 GHz e 26 GHz, múltipla agregação de portadoras e com Core 5G, uma plataforma de nuvem para essa conexão.

Traduzindo: essas tecnologias unidas trazem recursos como fatiamento de rede (redes com aplicações específicas, como segurança e internet das coisas), menores latências (ou seja, uma troca de dados mais rápida) e alta confiabilidade. Os testes apresentaram uma latência de cinco milissegundos, que representa un quarto do registrado hoje no 4G.

O resultado foi alcançado com infraestrutura de rede standalone 5G da TIM e com ajuda de um smartphone alimentado pelo Snapdragon X65, modem para conexões móveis compatível com 5G 26 GHz e cedido pela Qualcomm. A operadora terá de possuir núcleo ativo de 5G standalone até julho atendendo as capitais e o Distrito Federal, como parte das obrigações firmadas no leilão da Anatel. Todas as cidades brasileiras terão 5G “puro” até 2029.

Fonte: Canaltech

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