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Testamos o Disney+ | O que você deveria saber antes de assinar o serviço

Camila Rinaldi
·8 minuto de leitura

Um dos serviços de streaming mais esperados do ano chegará ao Brasil no dia 17 de novembro. O Disney+ possui um catálogo memorável, assinado por uma das maiores companhias de cinema e entretenimento do mundo, mas, para quem já possui Amazon Prime, Netflix e Globoplay, será que ele vale a pena? Estou usando o serviço há três meses e eis as minhas primeiras impressões sobre o serviço.

Antes de começar, quero deixar claro que tenho uma opinião bastante forte em relação à pirataria: ou você está 100% comprometido, ou 100% desvinculado. Não existe meio-termo, pois é um posicionamento político. Dito isso, quando a Disney lançou O Mandaloriano, da franquia Star Wars, em 12 de novembro de 2019, não pude assistir porque não tinha acesso a nenhum serviço que me permitisse acessar a série legalmente. Contudo, em agosto deste ano, quando tive a oportunidade de assinar o Disney+, fiz o que qualquer fã de Guerra nas Estrelas faria: maratonei O Mandaloriano.

Tela inicial do aplicativo Disney+.<br>(Imagem: Francielle Lima/Canaltech)
Tela inicial do aplicativo Disney+.
(Imagem: Francielle Lima/Canaltech)

A essa altura, você deve estar se perguntando como eu tive acesso ao Disney+ antes de você, certo? Estou há três meses na Alemanha, onde o serviço está disponível desde março deste ano. A assinatura mensal por aqui é de 6,99 euros, que seriam aproximadamente R$ 47,00 em uma conversão direta. Se você optar por uma assinatura anual, o valor é de 69 euros, ou aproximadamente R$ 461,00. Ou seja, ao contratar o serviço por um ano, você paga apenas 10 meses.

No Brasil, é possível contratar o Disney+ ainda em pré-venda, entre os dias 3 e 17 de novembro, por um valor promocional de R$ 237,90 no plano anual. Após o lançamento, os valores da assinatura serão de R$ 27,90 mensais ou R$ 279 por um ano.

Optei pela assinatura mensal, pois não acredito que vou utilizar o Disney+ por muito mais tempo. Assim como a Netflix, o serviço não oferece recursos extras como o Amazon Prime Video, que traz benefícios como as entregas Prime; ou como o Globoplay, que além de entretenimento oferece notícias.

Utilizo o Disney+ basicamente como o HBO GO, que só tinha sentido assinar por conta de séries pontuais — no meu caso, Game of Thrones, Chernobyl e Watchmen. Contudo, preciso dizer que a experiência de uso (UX) do serviço de streaming da Disney é mil vezes melhor do que o da HBO (sim, jamais esquecerei o suporte infame da última temporada de GoT).

Ainda sobre o tópico UX, não tenho o que reclamar da qualidade das transmissões, pois o aplicativo não apresentou atrasos ou qualquer problema de performance em nenhuma das plataformas que utilizei para consumir o conteúdo (Android, iOS, Chrome e Android TV). No entanto, o player do Disney+ ainda fica atrás do player da Netflix em relação a recursos de reprodução.

Nestes três meses, também não me recordo de nenhum superaquecimento do celular ou do computador durante as sessões de streaming.

O Disney+ possui franquias memoráveis: Pixar, Marvel, Star Wars e National Geographic. (Imagem: Camila Rinaldi/Canaltech)
O Disney+ possui franquias memoráveis: Pixar, Marvel, Star Wars e National Geographic. (Imagem: Camila Rinaldi/Canaltech)

E o catálogo do Disney+? É bom? 

Nestes três meses em que estou consumindo o conteúdo da Disney, preciso dizer que estou contente com o catálogo até agora. Porém, isso não tem a ver necessariamente com os filmes ou séries originais.

Se O Mandaloriano me fez assinar o serviço, o que está me mantendo nele são as produções da National Geographic. Como grande fã da série Cosmos e documentários e especiais sobre ciência, história e geografia, o meu consumo do serviço se resume basicamente a isso. Recentemente, comecei a assistir a The Right Stuff (ou Os Eleitos, em português), mas confesso que as séries da Disney e suas franquias ainda não me chamaram tanta atenção quanto as dos catálogos do Prime Video e Netflix.

Além disso, a seção de filmes originais ainda me parece um retorno ao passado (a.k.a. Hocus Pocus, 10 Coisas que Odeio em Você, Mudança de Hábito). Ou seja, já assisti grande parte das produções Disney, Pixar e Marvel, sem mencionar Star Wars. E aos que se perguntam sobre os programas da Disney para televisão, existe uma infinidade deles, mas não estão disponíveis ao vivo, são oferecidos basicamente por temporada.

O que me chamou a atenção, no entanto, é que ter a assinatura do Disney+ não significa ter exclusividade quando o assunto são lançamentos, em especial blockbusters. Por que digo isso? Bom, Mulan ainda não está disponível para assinantes na Alemanha e só chega no dia 4 de dezembro. Para aqueles que não quiseram esperar, a alternativa é pagar pelo “Premier Access”, no valor de 21,99 euros, ou seja, o equivalente a 3 meses de uso do serviço.

Imagem: Francielle Lima/Canaltech
Mulan só com acesso pago na pré-estreia.
(Imagem: Francielle Lima/Canaltech)

Além disso, ainda estou esperando a nova versão de Cosmos chegar ao Disney+, mas ainda não há previsão, dado que um acordo com canais de televisão específicos nos EUA não permite a transmissão da série no serviço de streaming ainda.

Disney sendo Disney: GroupWatch

Agora, um recurso que me chamou a atenção, talvez por nunca ter pensado a respeito, é o GroupWatch. Nele, é possível reunir até 6 pessoas para assistir a um título ao mesmo tempo. Me lembrou muito o recurso multiplayer famoso em consoles.

Imagem: Francielle Lima/Canaltech
O GroupWatch é um recurso exclusivo Disney.
(Imagem: Francielle Lima/Canaltech)

O processo é bem fácil e, claro, exige que todas as pessoas envolvidas estejam logadas ou no aplicativo, ou no navegador. Se você tiver uma Android TV funciona também. Infelizmente, não tive a chance de testar em um Chromecast, mas considerando que o sistema utiliza o mesmo princípio de funcionamento, certamente, não será um problema.

Você pode adicionar até 6 pessoas ao grupo.<br>(Imagem: Francielle Lima/Canaltech)
Você pode adicionar até 6 pessoas ao grupo.
(Imagem: Francielle Lima/Canaltech)

No GroupWatch, depois de reunidas todas as pessoas, basta iniciar a reprodução e qualquer ação tomada por um dos membros do grupo, como pular a introdução, pausar e voltar alguns segundos, será replicada para a tela de todos os participantes. Em um momento de pandemia, me pareceu um recurso bem legal para reunir amigos e familiares em diferentes locais.

No entanto, seria muito legal se pudéssemos ter um chat aberto para comentários por voz e em tempo real. Por outro lado, também poderia virar uma grande catástrofe.

Afinal, vale a pena assinar o Disney+?

Eu assino três serviços de streaming: Netflix, Prime Video e Disney+. Neste momento, tenho o Globoplay apenas na versão gratuita para consumir noticiários, e mesmo assim raramente tenho utilizado. De todos esses serviços, o Prime Video é o que me entrega o melhor custo-benefício, dado que utilizo muito a loja da Amazon e as entregas são feitas muito rapidamente.

A Netflix divido com mais quatro pessoas, logo, o valor é diluído e a quantidade de conteúdo disponível acaba se pagando.

Assinatura Mensal

Assinatura Anual

Netflix

R$ 21,90 a R$ 45,90

-

Amazon Prime Video

R$ 9,90

R$ 89,00

Globoplay

R$ 22,90

R$ 239,00

Disney+*

R$ 19,80

R$ 237,90

*Preço promocional até dia 17 de novembro.

Logo, no meu cotidiano, o Disney+ acabou sendo um luxo que me permito ter por conta das produções da National Geographic, que não encontro em outra plataforma com as mesmas opções. Aliás, a companhia já anunciou a exclusividade sobre seus títulos originais e de suas franquias. Logo, você não irá encontrar tais conteúdos na concorrência:

“A partir do dia 30 de setembro de 2020, Disney+ terá disponibilidade permanente e exclusiva das histórias da The Walt Disney Company. Não haverá conteúdo da Disney, Pixar, Marvel, Star Wars, National Geographic em qualquer outra plataforma de streaming”.

Dito isso, considerando que a Disney deu início a uma forte campanha de marketing para vender assinaturas antecipadas do Disney+ no Brasil, minha sugestão é que antes de você assinar um contrato anual, pense bem sobre o seu perfil de consumo de mídias ou o de sua família.

Com crianças e adolescentes em casa, certamente o Disney+ possui mais opções que qualquer outro streaming por aí, dado que o império do Mickey Mouse foi construído em cima dos sonhos mais criativos dos jovens. Dos contos de fadas aos quadrinhos, há muitas opções e uma assinatura anual faria muito sentido.

Mulan chega ao streaming só em dezembro.<br>(Imagem: Francielle Lima/Canaltech)
Mulan chega ao streaming só em dezembro.
(Imagem: Francielle Lima/Canaltech)

No entanto, se você, assim como eu, é um consumidor pontual das produções da Disney e suas franquias, considere esperar pela chegada do serviço e iniciar o período de testes antes de assinar um contrato. Desta forma, você poderá avaliar quais são as séries e filmes que deseja assistir e pode intercalar assinaturas. Ou seja, no mês do lançamento de um título que você adora na Netflix, assina este serviço; no próximo mês, o Disney+ e assim por diante, valorizando seu tempo e dinheiro.

Agora, se você é um fã da Disney, e sabe que vai valorizar cada “play”, então aproveite a promoção de pré-venda, pois, preciso reconhecer que, mesmo que os conteúdos não sejam do meu interesse em grande parte, sua qualidade é inegável.

E aí, quais são os serviços de streaming que você mais gosta e por quê? Compartilhe a sua opinião aí nos comentários.

Fonte: Canaltech

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