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Tesouro capta US$2,250 bi em primeira emissão externa do ano

·2 minuto de leitura
Impressão de notas de dólar em Washington, nos EUA

Por Isabel Versiani

BRASÍLIA/SÃO PAULO (Reuters) -O Tesouro Nacional captou 2,250 bilhões de dólares no mercado internacional nesta terça-feira com a emissão de um novo bônus de referência de 10 anos, o Global 2021, e uma reabertura do título Global 50, de 30 anos.

As emissões marcaram a primeira incursão do país no mercado externo no ano, após uma captação de 2,5 bilhões de dólares no início de dezembro que envolveu a reabertura de três títulos.

O país levantou agora 1,500 bilhão de dólares com o lançamento de um novo bônus de 10 anos, o Global 2021, em operação que resultou em uma taxa de retorno para o investidor de 3,875%. O spread foi de 240,2 pontos-base acima do título dos EUA de referência (Treasury), com o papel emitido ao preço de 98,948% do seu valor de face, informou o Tesouro.

O Tesouro também realizou uma reabertura de seu bônus com vencimento em 2050, captando 750 milhões de dólares com um rendimento de 4,925% para o investidor. Nesse caso, o spread foi de 282,5 pontos-base acima do Treasury.

A operação ocorre em um momento de relativa melhora do cenário econômico doméstico, com sinais de retomada da atividade e de avanços em algumas reformas minimizando preocupações de mais curto prazo com a trajetória fiscal, mesmo em meio à alta persistente da inflação.

"O objetivo da operação é dar continuidade à estratégia do Tesouro Nacional de promover a liquidez da curva de juros soberana em dólar no mercado externo, provendo referência para o setor corporativo, e antecipar financiamento de vencimentos em moeda estrangeira", disse o Tesouro em nota divulgada pela manhã.

A operação foi liderada pelos bancos Bradesco BBI, Goldman Sachs e HSBC, e a liquidação da operação ocorrerá em 7 de julho.

Em dezembro, a emissão externa envolveu a reabertura de títulos de 5 anos (Global 2025), 10 anos (Global 2030) e 30 anos (Global 2050).

(Reportagem adicional de Camila MoreiraEdição de Pedro Fonseca)

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