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Tesla vende 75% de seu investimento em Bitcoin; entenda o motivo

A fabricante de carros elétricos Tesla revelou em seu relatório financeiro divulgado dia 20 que entre início de abril e final de junho, vendeu 75% do seu investimento em Bitcoin. A empresa, que possuía cerca de 42 mil BTCs, avaliados em US$ 1,26 bilhão (R$ 6,5 bilhões), ao vender parte das criptomoedas, arrecadou US$ 936 milhões (R$ 5 bilhões). Elon Musk, CEO da organização, explicou que lockdown na China forçou empresa a buscar alternativas para aumentar fluxo de caixa.

De acordo com especialistas, nada houve de anormal nas operações de venda de Bitcoin por parte da Tesla. Segundo Pat Larsen, cofundador da empresa de software de contabilidade tributária ZenLedger, é comum que instituições, em momentos de diminuição de lucros e demissões, vendam ativos.

Larsen também explicou que, conforme projetos de lei que visam criar regras e diretrizes para o mercado cripto vão sendo desenvolvidos pelos governos, novas empresas vão se sentir mais confiantes para também investir na criptomoeda; e que episódio da Tesla se desfazendo de parte de seus criptoativos não deve ter influência negativa.

Outro especialista que comentou o evento foi Gil Luria, estrategista de tecnologia da DA Davidson. Para ele, a explicação dada por Musk sobre os motivos para a Tesla vender parte das moedas digitais não demonstraram arrependimento e nem apontam que bilionário mudou de opinião sobre o Bitcoin.

Elon Musk declarou que a empresa continua aberta em investir na criptomoeda no futuro, e que a recente operação de venda não deve ser tomado como um veredicto sobre o Bitcoin. Segundo ele, havia uma preocupação com uma crise de liquidez que poderia acontecer devido aos lockdowns relacionado à covid na China. Musk também revelou que a Tesla não vendeu nenhuma das suas Dogecoin.

Elon Musk revelou que o motivo que levou a empresa a vender parte de seu investimento em Bitcoin foi a incerteza causada pelos lockdown gerado pelo aumento de casos de COVID na China (Imagem:Reprodução/NBC News)
Elon Musk revelou que o motivo que levou a empresa a vender parte de seu investimento em Bitcoin foi a incerteza causada pelos lockdown gerado pelo aumento de casos de COVID na China (Imagem:Reprodução/NBC News)

A Tesla não investiu diretamente na criptomoeda Dogecoin, mas tem aceitado o criptoativo como pagamento por itens na página oficial da empresa desde 14 de janeiro deste ano.

No site oficial da fabricante de carros elétricos, são vendidos itens com valores em Dogecoin. Uma xícara, por exemplo, custa 445 DOGE, aproximadamente R$ 150; um apito no formato de um dos carros fabricados pela Tesla sai por 890 DOGE, cerca de R$ 300.

Tesla teve prejuízo ao vender Bitcoin?

A empresa que possuía cerca de 42 mil Bitcoins, realizou a venda de 75% de seus investimentos na criptomoeda, com a operação a Tesla arrecadou US$ 936 milhões (R$ 5 bilhões). Portanto, a organização realizou a negociação a um preço médio de US$ 29 mil (R$ 158 mil). Com base nos dados fornecidos, a operação registrou cerca de US$ 106 milhões (R$ 579 milhões) em perdas. Os outros 25% restantes do investimento estão atualmente valendo cerca de US$ 218 milhões (R$ 1 bilhão).

Em 8 de fevereiro de 2021 a Tesla investiu US$ 1,5 bilhão (R$ 8 bilhões) na moeda virtual e também anunciou que o Bitcoin era uma nova opção de pagamento para quem fosse comprar carros da empresa, algum tempo depois a organização removeu a criptomoeda como método de recebimento pelas vendas.

Em relação ao investimento em Bitcoin, a empresa explicou que o propósito era diversificar suas fontes de liquidez e promover ganhos aos seus acionistas. A Tesla já havia realizado a venda de Bitcoin anteriormente, a empresa em março de 2021, decidiu vender 10% do seu investimento na criptomoeda, cerca de US$ 128 milhões (R$ 600 milhões).

Elon Musk relatou na época que a venda foi uma maneira de provar aos acionistas da empresa a liquidez do Bitcoin para possibilitar o ativo como uma alternativa para manter dinheiro no caixa da organização.

Fonte: Canaltech

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