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Tesco alerta britânicos para escassez de alimentos no pós-Brexit

Deirdre Hipwell, Matthew Miller e Anna Edwards
·1 minuto de leitura

(Bloomberg) -- John Allan, presidente do conselho da Tesco, maior rede de supermercados do Reino Unido, alertou que alguns alimentos frescos podem faltar no curto prazo, quando o período de transição para a saída do país da União Europeia terminar em janeiro.

“Não podemos descartar a possibilidade de que, se houver deslocamento nos portos de entrada do Reino Unido, haverá certa escassez de alguns itens de alimentos frescos, pelo menos por um curto período”, disse Allan em entrevista à Bloomberg Television na sexta-feira.

Ele espera que quaisquer interrupções se “normalizem rapidamente” e disse que não há necessidade de pânico ou que consumidores estoquem produtos.

“A cadeia de abastecimento para alimentos do país continuará, mas talvez teremos que aprender a viver sem algumas coisas por algumas semanas, possivelmente alguns meses”, disse.

Allan, que também é vice-presidente da Confederação da Indústria Britânica, disse que a perspectiva de dificuldades nos pontos de entrada acontece no “pior momento possível para o setor de alimentos”. A saída do Reino Unido do mercado único e da união aduaneira segue o movimentado período de Natal, quando os depósitos dos supermercados estão cheios de produtos festivos e há “muito pouca capacidade extra para estocar”.

Ele disse que a Tesco e outros supermercados britânicos têm trabalhado muito para criar “o máximo de estoque possível” e ajudar a mitigar quaisquer cortes de fornecimento em janeiro.

O setor de varejo britânico tem pressionado o governo a chegar a um acordo com a UE, o maior parceiro comercial do país. Segundo a associação British Retail Consortium, cerca de 80% dos alimentos importados vendidos nos supermercados vêm do bloco.

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