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Terra pode não estar a caminho de nova reversão de polos magnéticos

É possível que as mudanças atuais no campo magnético da Terra e até a redução da força geomagnética na chamada Anomalia Magnética do Atlântico Sul não sejam fenômenos únicos, e talvez nem mesmo indiquem o andamento de uma reversão de polaridade magnética em nosso planeta. A conclusão vem de um estudo da Lund University, na Suécia, em que os autores uniram evidências das mudanças no campo magnético desde 9 mil anos atrás.

O campo magnético da Terra é como um grande escudo invisível que nos protege das partículas do vento solar e raios cósmicos, facilmente capazes de destruir a atmosfera terrestre. Este campo não é estável, e passa por reversões de polaridade (quando os polos norte e sul magnéticos trocam de lugar um com o outro) a cada 200 mil anos, em média.

Representação do campo magnético que protege a Terra de partículas nocivas (Imagem: Reprodução/Goddard Space Flight Center da NASA)
Representação do campo magnético que protege a Terra de partículas nocivas (Imagem: Reprodução/Goddard Space Flight Center da NASA)

Só que, nos últimos 180 anos, o campo magnético da Terra perdeu cerca de 10% da sua força — em paralelo, há ainda a Anomalia Magnética do Atlântico Sul, região em que satélites falharam em função da alta exposição a partículas solares devido ao campo magnético estranhamente fraco por lá. Estes fatores levaram os cientistas a especular que, talvez, uma reversão de polos estivesse em andamento.

Contudo, o novo estudo mostra que este pode não ser o caso. Os pesquisadores trabalharam com análises de potes de argila aquecidos a mais de 500 ºC, lava vulcânica solidificada e sedimentos depositados em lagos ou no mar. Estes materiais guardam informações sobre o campo magnético passado e, ao serem analisados, permitiram que os pesquisadores medissem sua magnetização.

Com isso, a equipe recriou a direção e força do campo magnético em determinados lugares e momentos. “Desenvolvemos uma nova técnica de modelagem, que conecta estas observações indiretas de diferentes períodos e localizações a uma reconstrução global do campo magnético ao longo dos últimos 9 mil anos”, explicou Andreas Nilsson, geólogo da universidade.

Campo magnético da Terra, com indicação da Anomalia Magnética do Atlântico Sul (Imagem: Reprodução/Christopher C. Finlay, Clemens Kloss, Nils Olsen, Magnus D. Hammer, Lars Tøffner-Clausen, Alexander Grayver & Alexey Kuvshinov)
Campo magnético da Terra, com indicação da Anomalia Magnética do Atlântico Sul (Imagem: Reprodução/Christopher C. Finlay, Clemens Kloss, Nils Olsen, Magnus D. Hammer, Lars Tøffner-Clausen, Alexander Grayver & Alexey Kuvshinov)

No fim, eles concluíram que a anomalia observada no Atlântico sul é provavelmente um fenômeno recorrente, relacionado a variações correspondentes no campo magnético da Terra. “Com base em similaridades com as anomalias recriadas, prevemos que a Anomalia Magnética do Atlântico Sul provavelmente vai desaparecer nos próximos 300 anos, e que a Terra não está a caminho de uma reversão de polaridade”, escreveram.

O modelo desenvolvido por eles pode ser usado em outros estudos, focados na datação de registros arqueológicos e geológicos através da comparação de variações medidas e modeladas no campo magnético. Ao estudar as mudanças do campo que envolve a Terra, os pesquisadores podem aprender mais sobre os processos em andamento no núcleo do nosso planeta.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Fonte: Canaltech

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