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A Terra absorveu duas vezes mais calor em 2019 do que em 2005, revela estudo

·3 minuto de leitura

Quando há um desequilíbrio no sistema climático do nosso planeta, o sistema terrestre passa a captar mais energia do Sol do que liberar de volta, provocando o aquecimento em escala global. E, segundo um novo estudo publicado na Geophysical Research Letters, a Terra capturou, em 2019, até duas vezes mais calor do que o fez 14 anos antes disso, e cientistas alertam sobre a aceleração das mudanças climáticas.

Para a pesquisa, o grupo de cientistas utilizou os dados obtidos através do projeto Clouds and the Earth’s Radiant Energy System (CERES), da NASA, que observa o planeta por meio de diversos satélites para medir o quanto de energia solar o planeta absorve e o quanto ela emite de volta para o espaço em forma de radiação infravermelha. A diferença, então, é chamada de desequilíbrio de energia. No estudo, os pesquisadores descobriram que, no período entre 2005 a 2019, este desequilíbrio duplicou em comparação às medições anteriores.

O gráfico aponta a crescente retenção de calor ao longo dos últimos 14 anos até o ano de 2019. Em vermelho, a energia no topo da atmosfera e, em azul, a absorção de energia pelo sistema terrestre (Imagem: Reprodução/NASA/Tim Marvel)
O gráfico aponta a crescente retenção de calor ao longo dos últimos 14 anos até o ano de 2019. Em vermelho, a energia no topo da atmosfera e, em azul, a absorção de energia pelo sistema terrestre (Imagem: Reprodução/NASA/Tim Marvel)

Além do CERES, os pesquisadores analisaram os dados do programa internacional Argo, uma rede de sensores robóticos espalhados por todo o planeta que medem a taxa de aquecimento dos oceanos — já que são eles os responsáveis por absorverem até 90% do calor aprisionado na Terra. "As duas maneiras muito independentes de olhar para as mudanças no desequilíbrio de energia da Terra estão em concordância muito, muito boa, e ambas mostram essa grande tendência", disse Normam Loeb, principal autor do artigo e investigador do CERES.

A partir dessas análises, Loeb e sua equipe entenderam que o aumento do aquecimento é a combinação entre os processos naturais e pela ação humana. Ao longo das últimas décadas, inúmeras pesquisas apontam para o crescimento na concentração de gases do efeito estufa, entre eles o dióxido de carbono e metano, que aprisionam ainda mais calor na Terra. Este aumento provoca a redução do gelo presente na superfície do planeta — assim, menos energia é refletida para o espaço e, consequentemente, mais energia é absorvida.

O nascer do Sol visto da Estação Espacial Internacional (Imagem: Reprodução/NASA)
O nascer do Sol visto da Estação Espacial Internacional (Imagem: Reprodução/NASA)

No entanto, os pesquisadores também notaram que um padrão natural, conhecido como Oscilação Decadal do Pacífico (ODP), tem contribuído para este desequilíbrio. O PDO é caracterizado pelas flutuações de temperatura no Oceano Pacífico, no qual, ao longo de dez anos, parte das águas ocidentais se tornam mais frias enquanto as orientias mais quentes — acontecendo o oposto na década seguinte. Em 2014, uma fase incomum desse fenômeno provocou a redução na formação de nuvens acima do oceano, que passou a absorver mais energia solar.

Embora o estudo tenha analisado apenas um curto período, Loeb apontou que a taxa de absorção de calor sugere que o clima do planeta está ainda mais desequilibrado do que se pensava, e que efeitos das mudanças climáticas, como temperaturas mais extremas e o aumento do nível dos oceanos, devem ser aguardados pelos próximos anos — a não ser que este quadro seja revertido rapidamente.

A pesquisa foi publicado no dia 15 de junho deste ano no periódico científico Geophysical Research Letters.

Fonte: Canaltech

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