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Terminal logístico de arroz no RS se prepara para primeiro embarque após obras

·2 minuto de leitura
Produtor segura grãos de arroz em casca

SÃO PAULO (Reuters) - O Terminal Logístico do Arroz (TLA), localizado no porto de Rio Grande (RS), prepara-se para o primeiro embarque do cereal que será enviado à Costa Rica, após cinco meses de obras de adequação e modernização na infraestrutura, informou a administração portuária do Estado nesta quinta-feira.

O navio MV VOLA, com capacidade para 24 mil toneladas, deve atracar no cais público nesta sexta-feira, para iniciar o carregamento da embarcação com o produto em casca no sábado. A expectativa é que a atividade se estenda até terça-feira, quando está prevista a partida para o destino.

"Com capacidade de armazenamento para 60 mil toneladas, o TLA está recebendo a carga vinda de caminhões desde o dia 1º de março", afirmou em nota a Superintendência dos Portos do Rio Grande do Sul (Portos RS).

Segundo a administração, antes da implementação do TLA, o arroz disputava espaço nos armazéns dos terminais retroportuários com a soja, que responde por um volume de exportação significativo.

Com isso, o arroz acabava sendo exportado apenas no período da entressafra da soja, quando havia disponibilidade de espaço para sua estocagem.

"Haviam duas opções: ou não se exportava e o Brasil deixava de enviar o produto ou se armazenava nos terminais retroportuários, uma maneira cara e demorada", disse no comunicado um dos sócios do terminal, Fernando José Fuscaldo Júnior.

Ele afirmou que o atual espaço ainda não absorverá toda a demanda, mas servirá como uma alternativa aos moldes já conhecidos e que deverão permanecer sendo realizados.

A Portos RS também ressaltou que, atualmente, a exportação do arroz corresponde a apenas 10% do que é produzido, porém esse volume é considerado importante para a sustentação do preço do cereal no mercado.

Segundo a administração portuária, o arroz brasileiro é exportado para países como Venezuela, Nicarágua, Costa Rica, Cuba e o outros do continente africano.

O órgão ainda lembrou que, no ano passado, pela primeira vez um carregamento brasileiro foi encaminhado para o México, país que estava habituado com a importação de arroz produzido nos Estados Unidos.

"A estimativa é de que o estado, que é responsável por 70% da produção nacional, colha entre 8 e 9 milhões de toneladas e exporte pelo menos 1 milhão de toneladas", disse a superintendência.

A projeção de colheita é mais otimista que a previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o Estado, que indica 7,63 milhões de toneladas na safra 2020/21, queda de 3% ante o ciclo anterior.

(Por Nayara Figueiredo)