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Termômetro infravermelho não é seguro para triagem de COVID-19, sugere estudo

Natalie Rosa
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Um dos sintomas mais comuns da COVID-19 é a febre, que combinada a outras reações, pode indicar a presença do coronavírus no organismo. Por isso, os termômetros vêm sendo bastante usados para detectar se há febre e, consequentemente, suspeita da doença. No entanto, de acordo com um estudo recente realizado nos Estados Unidos, a medição da temperatura com o termômetro infravermelho não é um método muito efetivo.

Pesquisadores das universidades de Maryland e Johns Hopkins publicaram um estudo, na última segunda-feira (14), que mostra que a medição da temperatura, principalmente com termômetros infravermelhos, não é uma medida eficaz para controlar a contaminação pelo SARS-CoV-2. Segundo William Wright, um dos autores da pesquisa, as leituras feita com os termômetros são influenciadas por algumas variáveis humanas, do equipamento e do ambiente.

<em>Imagem: Luciana Zaramela/Canaltech</em>
Imagem: Luciana Zaramela/Canaltech

"No entanto, a única forma de medir a temperatura central com segurança exige a cateterização da artéria pulmonar, algo que não é nem prático e nem seguro como um teste de triagem", explica Wright, revelando que os aparelhos de medição convencionais podem fazer a leitura errada da real temperatura do corpo. O cientista explica que quando a febre está muito alta, as veias próximas da superfície da pele se contraem e reduzem a quantidade de calor emitida. "E durante a queda da febre, acontece o contrário. Então, basear-se na detecção da febre com ferramentas que medem a irradiação do calor da testa pode ser algo completamente errado", explica.

Os pesquisadores, então, sugerem o investimento em estudos mais eficazes para distinguir quem está contaminado pelo coronavírus ou não antes da realização de um teste, seja reduzindo a linha de corte ou ainda desenvolvendo dispositivos de monitoramento em tempo real.

Fonte: Canaltech

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