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Teremos uma posição pragmática sobre o futuro do Mercosul, diz Troyjo

Gabriel Vasconcelos

Secretário de Comércio Exterior voltou a destacar a intenção do governo de aumentar a integração do Brasil à economia mundial O secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, afirmou nesta quinta-feira que o país terá uma posição “muito pragmática” com relação ao futuro do Mercosul.

“Não vamos nos permitir trafegar em velocidade de comboio, em que a velocidade do comboio é definida pelo mais lento”, ressaltou Troyjo, que participa, no Rio, do primeiro dia do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex).

O secretário de Comércio Exterior, Marcos Troyjo, defende pragmatismo na relação com o Mercosul

Silvia Zamboni/Valor

“A nossa vontade de integração e exposição da economia brasileira à economia mundial é inabalável. Nossa postura no Mercosul vai refletir essa nossa determinação”, acrescentou.

Troyjo frisou que a sintonia entre a Casa Rosada, sede do governo argentino, e o Palácio do Planalto foi fundamental para a conclusão do acordo comercial com a União Europeia.

O secretário disse ainda acreditar que o período que chamou de “desglobalização” não deve durar muito tempo e destacou que “logo vamos entrar em um período de reglobalização”.

Troyjo lembrou ainda que o comércio bilateral entre Brasil e China vai chegar este ano a algo em torno de “US$ 105 bilhões ou US$ 110 bilhões””, enquanto com a Índia “vai ser só de US$ 6 bilhões”.

“Se nós soubermos utilizar o potencial da China, isso significará uma grande injeção de recursos para o Brasil”, disse.

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