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Terapia CAR-T reduz câncer de paciente brasileiro em menos de um mês

Na terça-feira (14), o Instituto Butantan anunciou o caso de um paciente brasileiro que recebeu uma terapia experimental de células CAR-T (acrônimo em inglês para receptor de antígeno quimérico), responsável por reduzir as células cancerígenas drasticamente em menos de um mês. O tratamento aconteceu no Hemocentro do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP).

O paciente em questão — Vamberto Luiz de Castro, de 62 anos — foi diagnosticado com um linfoma não Hodgkin em 2017, e desde então passou por outros quatro tipos de tratamentos contra o câncer, inclusive quimioterapias e radioterapias. Os métodos não surtiram efeito, e os tumores se espalharam para os ossos, levando-o a um quadro terminal.

Em 2019, período em que o tratamento aconteceu, o paciente já apresentava um prognóstico de menos de um ano de vida. O medicamento administrado fazia parte de uma pesquisa do Centro de Terapia Celular do Hemocentro de Ribeirão Preto (na época, coordenado pelo médico hematologista Dimas Covas, atual presidente do Instituto Butantan).

Essa tecnologia CAR-T é feita para reprogramar células de defesa do corpo humano para reconhecer células tumorais presentes no organismo. O método já havia sido testado em 2012, nos EUA, mas Vamberto foi o primeiro paciente da América Latina a recebê-lo.

Segundo os pesquisadores, as dores fortes cessaram quatro dias após a aplicação da terapia, e o paciente voltou a andar depois de uma semana. Em menos de 20 dias, já não apresentava mais células cancerígenas no organismo.

Terapia CAR-T para deter câncer

Terapia CAR-T reprograma células de defesa do corpo humano para reconhecer células tumorais do organismo (Imagem: claudioventrella/Envato)
Terapia CAR-T reprograma células de defesa do corpo humano para reconhecer células tumorais do organismo (Imagem: claudioventrella/Envato)

No início do ano, cientistas anunciaram que conseguiram curar oficialmente o câncer de dois pacientes pela primeira vez com a utilização da terapia com células CAR-T. Os pacientes passaram dez anos sem o retorno da doença. Atualmente, todos os sinais e sintomas da leucemia desapareceram. Quando os pesquisadores examinaram o sangue dos pacientes, ainda conseguiram identificar as células CAR-T em sua perfeita capacidade de proliferar e matar células cancerígenas.

Em fevereiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o primeiro registro de um produto para terapia gênica com CAR-T. Para a Anvisa, o produto à base de células CAR-T atende uma necessidade que ainda não é contemplada por outros tratamentos disponíveis contra o câncer hoje e é voltado para casos graves.

Fonte: Canaltech

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