Após ter maior alta em 4 meses, petróleo opera em baixa

O contrato futuro do brent recua nesta quarta-feira, após ter atingido o nível mais alto em quatro meses e meio na sessão anterior, com alguns analistas dizendo que uma continuidade da alta não seria sustentada por fundamentos.

Filip Petersen, estrategista de commodities da SEB Commodity Research na Suécia, acredita que o preço do brent pode ter atingido um ponto de resistência, após ter alcançado na terça-feira (05), por um breve momento, a marca de US$ 117,23 por barril, vista pela última vez em meados de setembro e, antes disso, no começo de maio.

"Não vejo muito possibilidade de ganhos a partir desse nível. Estamos agora de volta aos níveis que vimos na sexta-feira e que são os mais elevados desde o começo de 2012", disse Petersen. "O brent tem seguido os mercados acionários, com algum suporte do fato de que a produção líbia parece estar caindo. Mas temos uma produção bem substancial no momento."

Por outro lado, não há uma ameaça iminente de forte correção para baixo, comentou o analista, visto que "a maioria dos indicadores econômicos é bem positiva e o apetite por risco é alto".

Já Andrey Kryuchenkov, analista da VTB, lembra que o brent continua tendo um desempenho melhor do que o contrato semelhante negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex).

"O sentimento macroeconômico continua favorável, e o benchmark na Nymex travou um pouco, à espera de uma elevação nos estoques de petróleo dos EUA," disse Kryuchenkov em nota a clientes. O Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano divulga dados semanais dos estoques às 13h30 (de Brasília). A estimativa é de que houve alta de 2,9 milhões de barris no nível de estoques da semana passada.

Às 9h40 (de Brasília), o contrato para março do brent caía 0,18% na ICE, para US$ 116,31 por barril, enquanto o contrato similar na Nymex recuava 0,60%, para US$ 96,06 por barril. As informações são da Dow Jones.

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