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As teorias da conspiração mais bizarras sobre ciências

·10 minuto de leitura

O mundo é governado por sociedades secretas que praticam magia negra. O clima do planeta é controlado por máquinas. A elite global planeja reduzir a população mundial a 500.000.000 pessoas. Os deuses da antiguidade eram astronautas vindos de outros planetas. O flúor nas suas pastas de dentes são para mantê-lo dócil. E, claro, a Terra é plana. Você com certeza já ouviu ao menos uma dessas afirmações, mas elas apenas arranham a superfície do submundo das teorias da conspiração

Quanto mais adentramos na lógica por trás de teorias como essas, mais possibilidades encontramos. Por isso, não é difícil para um teórico da conspiração elaborar as ideias mais absurdas sobre planos mirabolantes atribuídos aos Illuminati — os grandes orquestradores da famosa Nova Ordem Mundial. Por mais estranho que pareça, todas elas podem funcionar juntas, mesmo que algumas soem incompatíveis entre si.

(Imagem: Reprodução/Touchstone Pictures)
(Imagem: Reprodução/Touchstone Pictures)

Claro, a maioria delas, quando isoladas, é inofensiva. Que mal poderia fazer um grupo de pessoas que acreditam na Terra oca? Entretanto, se uma boa quantidade de teorias conspiratórias for adicionada a essa crença, as coisas podem se tornar um pouco — ou muito — perigosas.

Vivemos hoje um grande exemplo do perigo das teorias da conspiração. A ideia de vacinas usadas como um plano de dominação global é muito mais antiga que o novo coronavírus e, ao ser disseminada junto de outras teorias menos perniciosas, essa crença faz um estrago tremendo em vários países — especialmente em tempos de pandemia, como os que vivemos agora.

Os perigos não param por aí, já que muitas teorias são carregadas de intolerância religiosa, antissemitismo e LGBTQIfobia, por exemplo. Quando teóricos da conspiração com fortes convicções políticas (independentemente de quais convicções sejam essas) ganham notoriedade, algumas dessas ideias perigosas podem invadir o campo político — o que quase nunca é saudável.

Dito isso, listamos abaixo algumas das teorias da conspiração mais esquisitas, que, de certo modo, estão na área científica (ou seja, evitamos as teorias estritamente políticas e religiosas). Se você não misturá-las a outras crenças e ideologias, como política e religião, a lista abaixo será inofensiva — e você pode até se aprofundar nesses temas fascinantes a título de curiosidade.

Eram os deuses astronautas? Essa teoria diz que sim

(Imagem: Reprodução/Redes sociais)
(Imagem: Reprodução/Redes sociais)

Essa é uma teoria da conspiração que ganhou enorme repercussão, graças a livros como Eram os Deuses Astronautas?, escrito em 1968 pelo autor suíço Erich von Däniken. Ele teoriza a possibilidade de nossas antigas civilizações serem, na verdade, edificadas por alienígenas superiores em tecnologia aos humanos da época. Assim, foram considerados deuses, pois vieram do céu e tinham “poderes”, o que deu origem às crenças religiosas dos povos da antiguidade.

Como argumento, Däniken e outros adeptos da ideia usam desde semelhanças entre as pirâmides afastadas entre si pelos oceanos, até escrituras bíblicas e sumérias. A favor do escritor suíço, seu livro foi lançado em uma época onde a exploração espacial era um dos assuntos mais “badalados” — um ano antes da humanidade pisar na Lua. As teorias defendidas neste e em outros livros de Däniken ainda hoje são debatidas.

Um dos “aprendizes” de Däniken é Giorgio Tsoukalos, apresentador do programa Alienígenas do Passado, exibido pelo History (sim, aquele do meme “aliens” que você vê na imagem acima). Eles estiveram juntos no Brasil em 2018 para uma palestra no UFO Summit. De acordo com a dupla, a civilização moderna também presenciará uma visita dos “deuses astronautas”, porque os alienígenas que nos visitaram no passado estariam prontos para uma “segunda vinda”, o que daria um novo impulso à evolução humana.

Vivemos em uma Matrix?

(Imagem: Reprodução/Magnolia Pictures)
(Imagem: Reprodução/Magnolia Pictures)

Assim como na trilogia protagonizada por Keanu Reeves, tudo o que vemos neste mundo é uma ilusão criada pelos “dominadores” para nos escravizar. A identidade desses dominadores, que pode variar dependendo do teórico, pode ser alienígenas ou meros humanos que fazem parte da “elite global” (um termo geralmente associado aos Illuminati).

A partir desse conceito, é fácil deduzir que toda a estrutura social em que vivemos é uma cortina de fumaça para esconder os malignos planos de dominação global, ou de manutenção da dominação já implementada. Muitos adeptos à ideia usam termos próprios dos filmes de Matrix, como “pílula vermelha”, “siga o coelho branco”, entre outros.

Existem outros filmes que corroboram com essa ideia, e às vezes são usados juntos como analogia à nossa própria realidade. Um deles é o Eles Vivem, de John Carpenter, no qual o protagonista encontra um par de óculos que o permite enxergar a “verdade” por trás da ilusão. E uma das verdades é que somos governados por alienígenas.

Vale também mencionar que a ideia de estarmos em um simulacro não é nova, nem exclusiva dos teóricos da conspiração — ela remonta à época dos gregos antigos. Inclusive, é normal que usem argumentos filosóficos e “científicos” para convencer que podemos, de fato, estar dentro de uma simulação — o que pode ser um tema interessante para um debate filosófico, mas qualquer argumento sobre o mundo ser uma simulação será sempre anticientífico.

Projeto Blue Beam

(Imagem: Reprodução/Giografiche/Geralt/Pixabay; Montagem: Daniele Cavalcante)
(Imagem: Reprodução/Giografiche/Geralt/Pixabay; Montagem: Daniele Cavalcante)

Trata-se de uma arma de manipulação capaz de criar ilusões de ótica tão críveis que enganariam toda a população mundial. A ideia foi popularizada por Serge Monast em 1994, quando ele publicou um livro detalhando o plano da NASA, que, com a ajuda das Nações Unidas, tentava implementar uma religião da Nova Era, com o Anticristo em sua liderança, e iniciar uma Nova Ordem Mundial.

O plano em si — ou melhor, a suposta tecnologia envolvida — é a parte que nos interessa: a NASA teria criado uma tecnologia que simularia uma segunda vinda de Cristo, ou de outros messias, de acordo com a religião e crença de cada um. Se você achar isso plausível, calma! Até mesmo alguns teóricos da conspiração notaram a semelhança do Projeto Blue Beam com os enredos do roteiro do filme Star Trek: The God Thing. Embora o filme tenha sido rejeitado pela Paramount e não tenha sido produzido, o roteiro pode ser encontrado facilmente na internet.

Pois bem, o Blue Bean criaria um gigantesco show espacial com projeções tridimensionais sobre todo o planeta. Depois que todos visualizassem suas próprias divindades, os deuses se uniriam na forma de um só: o anticristo. Em outra etapa, esse deus mostraria o poder de se comunicar por telepatia, com informações projetadas nas mentes da população através de uma espécie de ondas de rádio de frequência baixa.

O plano vai além, até a humanidade acreditar em uma invasão alienígena, até que o caos estivesse instaurado e as pessoas estivessem desesperadas o suficiente para aceitar a famigerada Nova Ordem Mundial. Monast morreu em 1996 de ataque cardíaco, após passar uma noite na prisão. Seus seguidores, claro, afirmam que ele teria sido assassinado por "armas psicotrônicas" por expor os planos de dominação global.

Projeto HAARP

(Imagem: Reprodução/Michael Kleiman/US Air Force)
(Imagem: Reprodução/Michael Kleiman/US Air Force)

Aqui vemos outra suposta arma tecnológica com argumentos pseudocientíficos através da qual a elite global conseguiria controlar os governos que porventura ainda forem insubmissos. Essa arma poderia controlar a ionosfera de modo que interfira no clima de qualquer lugar do mundo. E as instalações do projeto realmente existem — por isso a história ganhou muito destaque.

Na verdade, o projeto HAARP (sigla para High Frequency Active Auroral Research Program) é uma pesquisa financiada pela Força Aérea dos Estados Unidos, junto à Marinha do país e a Universidade do Alasca com o propósito de "entender, simular e controlar os processos ionosféricos que poderiam mudar o funcionamento das comunicações e sistemas de vigilância". Ou seja: os militares estadunidenses queriam ter a capacidade de interferir nos sinais de comunicação de seus inimigos.

O projeto teve início em 1993 e parece bem similar a muitos outros aquecedores ionosféricos que existem em todo mundo. O objetivo do HAARP é aperfeiçoar o conhecimento científico da dinâmica ionosférica, mas os teóricos da conspiração acreditam que vai muito além. Ele foi alegado como causador dos tsunamis e terremotos que ocorreram nas últimas décadas, incluindo o terremoto de 2010 no Haiti e o de 2020 no Irã.

Essa teoria repercutiu de tal modo que, em 2002, o Parlamento Russo apresentou uma menção em um comunicado de imprensa, escrito pelas comissões de Relações Internacionais e de Defesa, e assinado por 90 deputados. Esse comunicado foi apresentado ao presidente Vladimir Putin.

Alguns creem que a Terra é oca

(Imagem: Reprodução/C. Durand Chapman)
(Imagem: Reprodução/C. Durand Chapman)

Se você encontrar uma das passagens que permitem chegar ao centro da Terra, descobrirá que o planeta é oco por dentro e encontrará, dentro dele, uma área de dimensões colossais com oceanos, ilhas, nuvens e formas de vida habitando por lá. Não, não estamos falando do livro Viagem ao centro da Terra, de Julio Verne, mas sim de uma teoria da conspiração que certas pessoas levam a sério.

De acordo com a teoria da Terra oca, existem pelo menos três aberturas — algumas versões contam com até sete passagens — que permitiriam o acesso a esse “mundo invertido”. Duas estão próximas aos polos, outra fica no Himalaia, e, em alguns relatos, duas ficam no Brasil. Ah, lá dentro também existe um Sol interior, segundo os adeptos, por isso existe dia e noite… de algum modo.

Mas onde estaria a conspiração nessa crença bizarra? Bem, essa galera afirma que satélites da NASA mostraram, em certa ocasião, uma das entradas que levariam ao interior da Terra, mas a agência espacial estaria escondendo a verdade de todo mundo. “NASA mente!”, diz o mantra.

"OVNIs" nazistas

(Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)
(Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

Hitler costuma ser descrito como um obcecado por misticismo, magia e outras coisas do gênero. Sua sede por poder o teria levado a pactos sombrios e à busca por itens sagrados, ou mesmo lugares como Shambalah (uma das supostas cidades no centro da Terra oca). Verdade e ficção bizarra se misturam quando se fala em suas tentativas de obter o poder supremo.

Uma das investidas de Hitler teria sido aviões (Reichsflugscheiben) de tecnologia muito superior às dos aliados, sendo muitas vezes confundidos com naves alienígenas. O mais famoso deles é o Vril, um modelo que teria várias versões com formato de disco circular, ou de chapéu. Parece familiar? As naves Vril conseguiriam viajar à velocidade da luz e teriam confundido muitos, achando se tratar de alienígenas.

Outra arma bizarra seria a nave Die Glocke, com formato semelhante ao de um sino, associado a coisas como antigravidade, máquinas de locomoção perpetual, viagens no tempo, manipulação do tempo-espaço e dimensões múltiplas. Essas histórias às vezes aparecem em textos revisionistas, ou seja, que negam o holocausto.

Esses “OVNIs” nazistas estariam profundamente relacionados a sociedades secretas da Alemanha pré-nazismo, como a Vril e a Thule. Um dos objetivos era o ressurgimento do Reich por meios sobrenaturais ou paranormais. No fim dos anos 1940, a equipe do Projeto Sign dos EUA considerou seriamente que os avistamentos de OVNIs na época poderiam ter sido uma versão soviética dos Reichsflugscheiben.

A Terra é plana — só que não

(Imagem: Reprodução/Flickr/AJ Wilson)
(Imagem: Reprodução/Flickr/AJ Wilson)

Para fechar a lista com chave de ouro, por que não mencionar a mais famosa das teorias da conspiração quando o assunto é ciência? A Terra plana é um tópico tão difundido entre adeptos do lema “NASA mente”, que até mesmo cientistas renomados e astronautas gastam algum tempo para afirmar, repetidamente, que a Terra é redonda. Este foi o caso de Charles Duke, astronauta da Apollo 16 que pisou na Lua em 1972 e que viu, com os próprios olhos, a Terra (redonda) de longe. Em visita recente ao Brasil, ele afirmou categoricamente que a Terra que ele observou a 400 km de distância é esférica e ponto.

De todas as teorias a respeito do nosso planeta, a Terra plana é, de longe, a mais bizarra. Existem incontáveis maneiras de constatar que nosso planeta é esférico, incluindo experimentos que podem ser feitos até mesmo por jovens estudantes, no início de seu aprendizado de ciências na escola. Ou algo ainda mais simples: basta observar um eclipse lunar, quando a Terra passa entre a Lua e o Sol, e verificar a sombra terrestre ocultando a superfície visível da Lua. Essa sombra tem sempre um formato curvo, e não plano.

Mas, como tudo sempre pode piorar, existem ainda outras variantes — igualmente malucas — desta teoria conspiratória, como é o caso da Terra convexa.

Fonte: Canaltech

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