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Teoria da conspiração gera medo sobre 'sociedade sem dinheiro'

Marcus Couto
·3 minuto de leitura
Detalhe de nota de US$ 1. (Foto: Godong/Universal Images Group via Getty Images)
Detalhe de nota de US$ 1. (Foto: Godong/Universal Images Group via Getty Images)

A internet tem se mostrado o terreno ideal para o surgimento e propagação de teorias da conspiração sem fundamentos, que vão desde a existência de organizações secretas que controlam os rumos da economia e da política mundial, com a ajuda de “seres espirituais” e alienígenas, até ideias que realmente podem ferir pessoas, como as teorias de que a obrigatoriedade do uso de máscara contra a COVID-19 seria uma ferramenta de controle populacional, ou que as vacinas contra a doença seriam usadas para instalar microchips inventados por Bill Gates. Talvez alimentadas pela fértil imaginação humana, essas teorias se espalham na web como fogo em mato seco.

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Uma das mais recentes dessas teorias, que vem sendo propagada pelas mídias sociais, como Twitter e Facebook, sugere a suposta existência de um plano – de nenhuma forma comprovado, vale lembrar – dos governos de países para converter a sociedade atual em uma “sociedade sem dinheiro” físico, ou seja, sem cédulas de papel. O motivo seria a possibilidade de gerenciar o fluxo de transações, e assim aumentar o controle sobre a população.

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Um dos posts mais propagados, compartilhado centenas de milhares de vezes nas redes sociais, “avisa”: “Os bancos vão ter controle de cada centavo que você possui, e o governo decidirá o que você pode ou não comprar”, “alerta” o post, que incentiva as pessoas a continuar usando cédulas de papel em suas transações rotineiras, como uma suposta forma de “combater” esse plano. As informações são do site especializado em negócios Business Insider.

O fato é que as transações digitais realmente aumentaram, principalmente durante a pandemia, mas não por conta de algum plano macabro de sociedades secretas, e sim porque as pessoas encontram cada vez mais comodidade e segurança ao fazer transações digitais, e com o avanço da tecnologia, a tendência natural é que esse movimento não apenas continue, mas acelere.

Detalhe de nota de US$ 1. (Foto: Keystone-France/Gamma-Keystone via Getty Images)
Detalhe de nota de US$ 1. (Foto: Keystone-France/Gamma-Keystone via Getty Images)

Essa teoria da “sociedade sem dinheiro” como algo ruim se encaixa na narrativa mais genérica das teorias da conspiração, que muitas delas compartilham, de formas diferentes, a depender do ângulo escolhido: a história de que existe um “plano mestre” secreto, organizado por uma “elite política e financeira” para, em última instância, estabelecer um controle total sobre a população, e mantê-la “escrava” de uma “Nova Ordem Mundial” super-poderosa.

Essas teorias muitas vezes são compartilhadas em grupos de extrema-direita, principalmente nos Estados Unidos, onde políticos, como o presidente Donald Trump, as utilizam como alavanca de suas próprias plataformas eleitorais. Nessa narrativa, Trump e outros políticos conservadores se posicionam como “antagonistas” desse plano, os “heróis” de que a sociedade precisa para enfrentar uma “ameaça fantasma”. Assim, ganham popularidade – capitalizando sobre o medo das pessoas, criado por eles mesmos.

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