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Teoria da conspiração sobre coronavírus gera onda de vandalismo contra torres 5G

Thomas Seal
Foto: Hu Yuanjia/VCG via Getty Images

Torres de telecomunicações usadas para comunicações 5G foram incendiadas no Reino Unido nos últimos dias, aparentemente por pessoas motivadas por uma teoria de que a tecnologia ajuda a espalhar o coronavírus. Investidores estão atentos.

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“A maioria vai dar risada dessa alegação cientificamente não comprovada, mas não devemos subestimar a preocupação do público com os impactos potencialmente adversos à saúde do 5G devido à radiação e, portanto, um possível obstáculo ao progresso do 5G em países democráticos”, disseram analistas liderados por Edison Lee, da Jefferies Financial, em relatório divulgado no domingo.

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Embora não haja evidências para apoiar a ideia de que as ondas de rádio 5G contribuam para a propagação do Covid-19, a conspiração tem sido amplamente compartilhada nas redes sociais. Foram relatados incêndios de torres em Belfast, Liverpool e Birmingham, de acordo com a mídia local.

Um vídeo de uma torre de telecomunicações em chamas circulou em uma página da comunidade de Birmingham, e o Facebook removeu um grupo que incentivava usuários a compartilharem imagens de equipamentos destruídos, segundo reportagem do jornal The Guardian na sexta-feira.

Pelo menos 20 torres foram vandalizadas nos últimos dias, segundo a associação Mobile U.K.

“Isso está desviando recursos dos serviços de emergência que lidam com a pandemia, e também do setor para garantir que o país permaneça conectado”, disse Gareth Elliott, chefe de política e porta-voz da Mobile U.K. “Está colocando em risco a vida das pessoas”.

A tecnologia 5G está sendo implementada pelas quatro operadoras de telefonia móvel do Reino Unido: BT Group, Vodafone, 02, da Telefónica, e Three U.K., da CK Hutchison Holdings.

A preocupação com os vínculos entre o 5G e o câncer já havia desacelerado a implantação da tecnologia em países como Suíça, segundo reportagem da Bloomberg Businessweek, apesar da falta de base científica às alegações. No mês passado, a Comissão Internacional de Proteção contra Radiação Não Ionizante, um órgão independente de saúde global, considerou o 5G seguro.

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