Tensões no Oriente Médio sustentam alta do petróleo

Os contratos de petróleo operam em alta, puxados pelas notícias sobre a tensão no Oriente Médio. O preço do petróleo tipo brent, negociado na plataforma ICE, teve reação forte à informação de que aconteceu uma explosão em um ônibus em Tel-Aviv, Israel, nesta quarta-feira.

Além do conflito entre israelenses e palestinos, há relatos de que o Irã e a Arábia Saudita estão trocando acusações. O Irã afirmou que a Arábia Saudita está procurando petróleo em uma zona em alto mar "proibida". Anteriormente Riad havia afirmado que Teerã violou seu espaço aéreo.

Mas o foco dos investidores do mercado de petróleo também está nos dados sobre estoques nos Estados Unidos. Na terça-feira (20), o Instituto Americano de Petróleo (API) informou que os estoques norte-americanos de petróleo bruto caíram 1,924 milhão de barris na semana encerrada em 16 de novembro, para 371,119 milhões de barris.

Em nota a clientes, analistas do JBC Energy afirmaram que os dados do API provavelmente ampliarão o interesse no relatório do Departamento de Energia (DOE) dos EUA que será divulgado hoje, às 13h30 (de Brasília) - um dia antes do usual em razão do feriado de Ação de Graças na quinta-feira (22) no país.

Segundo o VTB Capital, os números do DOE deverão mostrar algum grau de normalização na infraestrutura energética da Costa Leste dos EUA, que foi afetada pela passagem da supertempestade Sandy.

Mais cedo a China informou que suas importações de petróleo bruto aumentaram 13,8% em outubro, em relação ao mesmo mês do ano passado. O Japão, porém, importou 24,5% menos petróleo na mesma comparação.

Às 9h28 (pelo horário de Brasília), o petróleo para janeiro subia 0,90% na Nymex, para US$ 87,53 o barril, enquanto o brent para janeiro avançava 1,17% na ICE, para US$ 111,12 o barril. As informações são da Dow Jones.

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