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Tensão aumenta entre Reino Unido e UE pela questão Irlanda do Norte pós-Brexit

·3 minuto de leitura
Maros Sefcovic, vice-presidente da Comissão Europeia

A tensão entre Londres e Bruxelas aumentou nesta quarta-feira (9) a respeito da complexa situação pós-Brexit na Irlanda do Norte, com a ameaça europeia de uma resposta "firme e decisiva" caso o governo britânico não aplique o acordado.

Desde que o início, em 2017, das negociações para as condições de saída do Reino Unido da União Europeia (UE), esta região britânica vizinha da República da Irlanda, única fronteira terrestre entre as duas partes, sempre foi um grande obstáculo. E agora, seis meses depois da implementação completa do Brexit, volta a provocar divergências.

"Estamos em uma encruzilhada em nossa relação com o Reino Unido e devemos restabelecer a confiança", afirmou o vice-presidente da Comissão Europeia, Maros Sefcovic, depois de mais de três horas de reunião infrutífera em Londres com o ministro britânico responsável pelo Brexit, David Frost.

"Se o Reino Unido adotar novos passos unilaterais nas próximas semanas, não hesitaremos em reagir de forma rápida, firme e decisiva", destacou.

Frost reconheceu que não foram registrados avanços e disse que o diálogo prosseguirá em busca de soluções.

Caso não alcance uma resposta, o Reino Unido advertiu que examinará "todas as opções disponíveis para preservar a paz, a prosperidade e a estabilidade na Irlanda do Norte".

O denominado "protocolo da Irlanda do Norte", arduamente negociado entre Londres e Bruxelas, mantém esta região britânica no mercado único europeu e na união alfandegária para evitar o retorno de uma fronteira física com a vizinha República da Irlanda, país membro da UE.

A medida tem o objetivo de preservar a frágil paz estabelecida na região em 1998, após décadas de conflito violento entre republicanos católicos e unionistas protestantes, uma crise que provocou 3.500 mortes.

Para isto, no entanto, foi necessário introduzir controles alfandegários às mercadorias que chegam à Irlanda do Norte procedentes da Grã-Bretanha, o que os unionistas, apegados à adesão à coroa britânica, denunciam como uma separação administrativa do resto do país.

- "Guerra das salsichas" -

Após mais de 10 noites de distúrbios violentos por parte dos unionistas norte-irlandeses em abril, agora cresce o temor de novos confrontos a partir de 12 de julho.

Nesta data acontece a maior marcha unionista, que celebra a vitória do rei protestante William III de Orange sobre seu rival católico Jacob II em 1690. E este ano, ganha um caráter especial com o centenário de criação da Irlanda do Norte.

Com o clima de tensão, o governo do primeiro-ministro Boris Johnson decidiu unilateralmente adiar a aplicação de alguns controles, especialmente os agroalimentares. O jornal The Daily Telegraph informou que Londres está examinando a possibilidade de prorrogar a isenção para carnes resfriadas, que deveria terminar em 30 de junho, para garantir a venda de salsichas britânicas.

O jornal afirma que se aproxima uma "guerra das salsichas" caso os estabelecimentos comerciais norte-irlandeses não possam vender carne britânica.

Na sessão semana de perguntas no Parlamento, Johnson afirmou que sua prioridade é dar "aos habitantes da Irlanda do Norte acesso livre e e ininterrupto aos bens e serviços de todo o Reino Unido", além de "proteger a integridade territorial e econômica do país".

Mas para a UE, Londres deve cumprir o que assinou.

Segundo uma fonte europeia, a ameaça da Comissão implicaria tarifas específicas em determinados setores, uma possibilidade contemplada no acordo comercial pós-Brexit.

A mesma fonte afirmou que o presidente americano Joe Biden, muito orgulhoso de sua ascendência irlandesa, apoia a UE na questão e, a menos que o Reino Unido aplique corretamente o protocolo, terá dificuldades para alcançar o grande acordo de livre comércio com os Estados Unidos tão desejado por Johnson.

"Ninguém quer entrar em uma guerra comercial ou algo parecido", disse um alto funcionário britânico.

acc/jz/fp/jc

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