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Tenho infecção urinária frequentemente; por quê?

Thamires Andrade
·3 minuto de leitura
Médicos falam como evitar infecção urinária (Foto: Getty Images)
Médicos falam como evitar infecção urinária (Foto: Getty Images)

A infecção urinária acontece quando há a entrada de bactérias do intestino no canal urinário. Elas entram pela uretra e acabam se alojando principalmente na bexiga, provocando a cistite. No entanto, se a doença aparece de forma recorrente, não basta tratar o episódio de infecção aguda, também é necessário investigar a causa para tratar e prevenir os casos de infecção no futuro.

Mais frequente nas mulheres do que nos homens, os sintomas típicos da doença são o ardor na região da uretra na hora de urinar, a polaciúria –que consiste na inflamação da bexiga que faz querer urinar com frequência— e a noctúria —quando a pessoa começa a acordar muitas vezes à noite para fazer xixi.

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Já os motivos do porquê ela acontece de forma frequente variam. Um deles é que as bactérias intestinais são levadas para a região por conta de episódios de diarreia ou constipação intestinal –já que as fezes estagnadas no fim do intestino contribuem para a proliferação de bactérias—, além da higiene inadequada, por isso, as mulheres devem se limpar da frente para trás para não carregar bactérias para a região vaginal.

Também há fatores que deixam a uretra mais exposta, como a relação sexual e alguns fatores relacionados à menopausa, como a fraqueza da musculatura do assoalho pélvico e a alteração da flora vaginal por conta das alterações hormonais.

Imunidade baixa, estresse, bactérias mais resistentes e até pedras no rim também aumentam a incidência de infecções. No caso das pedras no rim, ureter ou bexiga isso acontece, pois elas viram um meio de cultura de bactérias, ou seja, as bactérias se proliferam nesse “corpo estranho” e depois se alojam na bexiga, provocando a infecção. A paciente toma o antibiótico e pensa que está curada, porém, a cultura continua existindo e provocando infecções recorrentes.

Para tratar a crise aguda da cistite, a recomendação é sempre buscar um especialista que deve solicitar um exame de urocultura para definir o antibiótico mais adequado. A automedicação não é indicada, pois o uso em excesso e incorreto dos antibióticos pode trazer danos para a saúde, como sobrecarga nos rins, fígado, além de danos às mucosas da bexiga e do intestino.

Já o tratamento das causas da infecção varia de acordo com o fator que está desencadeando, mas pode ser desde fisioterapia para fortalecer o assoalho pélvico, readequação da flora intestinal e até reposição hormonal local. A alimentação e suplementação também são relevantes. A dica é evitar alimentos ácidos, apimentados, bebidas alcoólicas e derivados de cafeína, pois eles agridem as mucosas tanto do estômago quanto da bexiga. O extrato de cranberry em cápsulas, que equivale a 4 litros de um suco da fruta, tem uma ação protetiva que ajuda a impedir que as bactérias se alojem na bexiga.

Os pacientes com infecção urinária recorrentes devem sempre buscar avaliação de um urologista ou uroginecologista para uma avaliação, diagnóstico e tratamento adequado.

Fontes: Alexandre Pompeo, urologista do HCor, Fabio Nascimento, urologista do Hospital e Maternidade Brasil, da Rede D’Or São Luiz, e Lilian Fiorelli, uroginecologista e especialista em Sexualidade Feminina pela USP.