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Tempo no espaço afeta coluna dos astronautas e preocupa Nasa

·2 minuto de leitura
Tempo no espaço afeta coluna dos astronautas e preocupa Nasa
Tempo no espaço afeta coluna dos astronautas e preocupa Nasa

A Nasa está preocupada com o efeito que o tempo no espaço causa na coluna dos astronautas. Os cientistas da agência espacial dos Estados Unidos temem que longos períodos na microgravidade da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) afetem negativamente a coluna vertebral das pessoas a bordo.

Os tecidos dos ossos perdem densidade no espaço pela falta contínua da pressão para baixo da gravidade, algo que já havia sido mostrado em pesquisas antigas. “A saúde da coluna vertebral é essencial para o controle postural e facilita os movimentos do tronco necessários para todas as atividades na missão”, explicou Ashley Weaver, engenheira biomédica da Universidade Wake Forest na Carolina do Norte, em comunicado da Nasa.

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A ISS fica a 408 quilômetros de altitude, na órbita da Terra, e a cada mês lá os ossos que sustentam o peso dos astronautas ficam cerca de 1% menos densos, se não tomarem precauções para conter a perda. Isso acontece porque, sem a pressão as células que reconstroem os ossos retardam o trabalho e as que removem o que é velho continuam funcionando.

A remoção supera o crescimento, o que torna os ossos mais fracos e quebradiços. Ao mesmo tempo, os músculos ativados normalmente por apenas estar na Terra se atrofiam, pois não precisam mais trabalhar tanto. “É fundamental que entendamos como essas mudanças musculares são influenciadas pela exposição de longa duração à microgravidade”, acrescentou Weaver.

Da esquerda para a direita: Shannon Walker, Victor Glover, Mike Hopkins e Soichi Noguchi, integrantes da Expedição 64. Imagem: Nasa/Bill Ingalls
Da esquerda para a direita: Shannon Walker, Victor Glover, Mike Hopkins e Soichi Noguchi, integrantes da Expedição 64. Imagem: Nasa/Bill Ingalls

A equipe da engenheira biomédica compara avaliações detalhadas da coluna vertebral dos astronautas imediatamente antes e depois do voo espacial. O grupo usa técnicas como tomografia computadorizada quantitativa e imagem de ressonância magnética. Com os resultados, os pesquisadores identificam mudanças sutis na densidade óssea e no tamanho dos músculos ao retornar à Terra.

Nove astronautas que passaram mais de seis meses na Estação Espacial Internacional tiveram as imagens dos exames coletadas pelos cientistas. Entre eles, a tripulação da expedição 64 estava no grupo dos últimos examinados para o estudo.

“Agora que todo o escaneamento foi concluído, estamos ansiosos para aprender quais mudanças ósseas e musculares ocorrem durante as missões espaciais e como elas se relacionam com o risco de lesões”, disse Weaver. A ideia é manter a coluna dos astronautas saudáveis, principalmente agora que a Nasa planeja o retorno da humanidade para a Lua e há ainda planos para viagens a Marte.

Por enquanto, nada de pânico entre os astronautas (e os aspirantes). Os cientistas estão criando uma série de exercícios físicos específicos para desacelerar a perda de tecido ósseo e muscular. Mesmo que as atividades sozinhas não consigam impedir completamente a perda.

Via: Futurism / Nasa

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