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Tempestades de areia em Marte afetam o clima dos polos de maneiras diferentes

·2 minuto de leitura

Quando a sonda Mariner 9, da NASA, chegou à órbita de Marte em maio de 1971, suas primeiras imagens revelaram um mundo quase inteiramente coberto por uma tempestade de areia e, após 40 anos, sabemos que elas são bem comuns por lá. Em 2018, o Planeta Vermelho foi abaldo por um desses eventos e, agora, um grupo internacional de cientistas revela como a tempestade global afetou de maneiras diferentes os polos do planeta, bem como seu clima.

Nas duas primeiras semanas junho de 2018, uma enorme tempestade de areia se formou em Marte, de modo a formar uma extensa cobertura de poeira em escala global até meados de setembro daquele mesmo ano. Infelizmente, o evento foi fatal para o rover Opportunity, da NASA. No entanto, dados obtidos pela sonda ExoMars Trace Gas Orbiter, da Agência Espacial Europeia (ESA), e pela Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA, foram o suficiente para que, através de modelos climáticos do planeta, a equipe de pesquisadores avaliasse os efeitos dessa tempestade.

À esquerda, Marte observado pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter em maio de 2018 e, à direita, em julho do mesmo ano (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/MSSS)
À esquerda, Marte observado pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter em maio de 2018 e, à direita, em julho do mesmo ano (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/MSSS)

O estudo, liderado por Paul Streeter, professor da Open University, contou com a participação de pesquisadores da NASA e da Academia de Ciências da Rússia, no qual foi examinado o efeito do vento na atmosfera marciana. "Esta foi uma oportunidade perfeita para investigar como as tempestades de poeira globais impactam a atmosfera nos polos marcianos, que são cercados por poderosos jatos de vento no inverno”, explica Streeter.

Estes vórtices no polo sul foram tão afetados pela tempestade de 2018 que o inverno acabou mais cedo por lá. Streeter e seus colegas descobriram que os efeitos foram profundamente diferentes em cada um dos hemisférios — ao sul, quase todo vento de inverno foi destruído e, como resultado, as temperaturas aumentaram; já no polo norte, os ventos permaneceram inabaláveis, seguindo naturalmente para o outono. Apenas uma pequena alteração foi observada: o formato do vórtice norte, que costuma ser oval, tornou-se mais simétrico (redondo).

Conforme aponta Streeter, tempestades globais de poeira no equinócio — quando os dois hemisférios do planeta recebem a “mesma” quantidade de luz solar — podem migrar com mais facilidade para o sul, devido à redução do vórtice, enquanto os ventos do polo norte se mantêm firmes, como uma barreira. “Isso tem implicações em como a poeira é depositada nos polos norte e sul e em nossa compreensão da história climática do planeta", acrescenta.

Fonte: Canaltech

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