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Tempestade solar deve chegar à Terra hoje (21); mas não precisa se preocupar!

O Sol liberou um grande filamento de sua estrutura, acompanhado de ventos solares repletos de partículas eletricamente carregadas. Estes ventos devem chegar ao nosso planeta entre a quarta (20) e quinta-feira (21), com potencial para desencadear uma tempestade geomagnética do tipo G1, ou seja, de baixa intensidade e sem grandes riscos para nós.

Os filamentos solares são grandes arcos de plasma, que percorrem a atmosfera do Sol enquanto interagem com os campos magnéticos da nossa estrela. Como são bastante instáveis, eles podem colapsar facilmente, liberando ejeções de massa coronal (CME) formadas por jatos de vento solar seguindo em direção à Terra.

No caso do evento recente, observadores notaram os filamentos no Sol no dia 12 de julho; já no dia 15, um deles chegou ao hemisfério norte da nossa estrela e entrou em erupção, abrindo um "cânion de fogo” de quase 20 mil quilômetros de profundidade na superfície solar — e, claro, liberando material em nossa direção.

Abaixo, você confere o filamento observado pelo observatório Solar Dynamics, da NASA:

Tamitha Skov, física do clima espacial, descreveu em um tuíte postado neste sábado (16) que “o filamento deixou o Sol em um balé incrível”. Em outra publicação, ela observou que, caso o campo magnético da tempestade geomagnética fosse liberado na orientação sul, o fenômeno poderia chegar ao nível G2 ou até G3, considerado médio e intenso, respectivamente.

Os efeitos da tempestade solar

Quando uma CME ou alguma erupção solar acontecem, o plasma liberado do Sol viaja pelo Sistema Solar e pode encontrar a Terra. A boa notícia é que nosso planeta conta com um forte campo magnético, que absorve grande parte dos “detritos” solares que chegam por aqui. Com isso, podem ocorrer tempestades geomagnéticas, o nome dado a pequenas compressões no campo magnético terrestre causadas pelas partículas.

Com a tempestade, podem ocorrer auroras em altas latitudes (Imagem: Reprodução/Mia Stålnacke)
Com a tempestade, podem ocorrer auroras em altas latitudes (Imagem: Reprodução/Mia Stålnacke)

Como a tempestade vinda deste filamento é fraca, não há motivos para preocupação: ela poderá causar algumas flutuações em redes elétricas e falhas em alguns recursos de satélites, incluindo aqueles usados por dispositivos móveis e sistemas de GPS, mas os efeitos não devem ir além disso. Além disso, pode ser também que auroras brilhem em latitudes mais altas, como no céu do estado de Michigan, nos Estados Unidos.

Vale lembrar que esta tempestade solar não é inesperada. É que o Sol está seguindo rumo à fase mais ativa de seu ciclo de 11 anos, de modo que o esperado é que a atividade solar fique cada vez maior ao longo dos próximos anos — a atividade do Sol deverá chegar ao seu pico em 2025, e depois voltará a se “acalmar”.

Fonte: Canaltech

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