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Tempestade Eta afeta cafezais e estradas na América Central

Marvin G. Perez
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A tempestade tropical Eta causou estragos em lavouras de café, com chuvas torrenciais e estradas danificadas em partes da América Central, o que agrava os problemas de cafeicultores que enfrentam escassez de mão de obra durante a pandemia de coronavírus.

Em Honduras, maior produtor e exportador da região, 14 das 15 áreas de cultivo tiveram problemas com transporte, disse por e-mail Miguel Pon, diretor executivo do maior grupo exportador. Deslizamentos de terra bloquearam um trecho da estrada que liga Tegucigalpa a San Pedro Sula, e a colheita, que já era limitada, foi paralisada, disse.

Os preços do café arábica estão a caminho do maior ganho semanal desde o início de setembro. O dilúvio também pode desencadear doenças nas plantas e reduzir a qualidade e a produtividade. América Central e México podem produzir 18 milhões de sacas de café em 2020-21, ou 10% da produção mundial, estima o governo dos EUA. Mais de 45% das exportações da região vão para a União Europeia e EUA.

Na Guatemala, onde a colheita está começando em áreas baixas, a Eta derrubou frutos maduros das árvores, principalmente nas áreas norte e leste, disse o cafeicultor Juan Luis Barrios por e-mail.

A região sul de Coto Brus, na Costa Rica, onde os grãos estão sendo colhidos, foi especialmente atingida, disse Xinia Chaves, diretora executiva do Instituto Costarriquenho de Café, em mensagem de texto. Muitos cafeicultores não conseguiram fazer as entregas na quinta-feira devido à falta de acesso às estradas, e o grupo tenta encontrar alternativas, disse.

O trabalho nas plantações nas regiões do sul do México, nos arredores de Chiapas, bem como na Guatemala e em Honduras, provavelmente será atrasado nesta semana, de acordo com meteorologistas da Maxar em Gaithersburg, Maryland.

Na Nicarágua, estradas foram danificadas entre Matagalpa e La Dalia, afetando cafeicultores do norte do país, uma importante região produtora, disse Federico Arguello, presidente do grupo exportador Excan, de acordo com o jornal local La Prensa.

Na América Central, a produção caiu nos últimos anos devido aos baixos preços mundiais, ampliando os diferenciais de grãos de melhor qualidade da região e tornando-os menos atrativos para entrega em armazéns vinculados à ICE.

Os futuros acumulam queda de 16% neste ano, em parte devido à expectativa de que a oferta do Brasil, maior produtor mundial, vai reabastecer estoques em queda nos depósitos da ICE. As entregas ficaram aquém das expectativas de alguns analistas.

“Se os volumes de café do Brasil certificado em novembro também forem baixos, isso pode abrir a porta para uma alta, caso as safras da América Central tenham algum problema”, disse o Rabobank em relatório nesta semana.

Honduras e Costa Rica dependem muito de trabalhadores estrangeiros para as colheitas. As restrições impostas para combater a Covid-19 causaram escassez de mão de obra, o que afetou as perspectivas de produção em algumas áreas, de acordo com transportadores e agricultores.

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©2020 Bloomberg L.P.