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Temperaturas acima de zero provocam chuva inédita no topo da Groenlândia

·3 minuto de leitura

Os efeitos das mudanças climáticas continuam demonstrando sua força e velocidade. No hemisfério Norte, uma onda intensa de calor continua provocando o derretimento da camada de gelo polar e causando desequilíbrios. Pela primeira vez, cientistas registraram várias horas de chuva na Groenlândia, onde normalmente seria muito frio para tal fenômeno — algo inédito e preocupante, pois se trata de mais um sintoma do aquecimento global.

Assim como a maior parte do hemisfério Norte, a Groenlândia passa por uma onda de calor intensa, tanto que, no cume de suas geleiras, a temperatura está superando o zero grau pela terceira vez em menos de dez anos. No último 14 de agosto, a estação Summit, do National Snow and Ice Data Center (NSIDC), registrou cerca de 7 bilhões de toneladas de chuva — a primeira vez desde que os registros começaram em 1950. “Não há relato anterior de chuva neste local, que chega a 3.216 metros de altitude”, disse a NSIDC em nota.

Segundo o glaciologista Ted Scambos, da Universidade do Colorado, agora temos três eventos de degelo em uma única década na Groenlândia. Antes de 1990, isso acontecia uma vez a cada 150 anos, mas hoje até chove em uma região onde nunca houve precipitações. "Com a onda de calor no noroeste [do Pacífico dos EUA], é algo difícil de imaginar sem a influência da mudança climática global", acrescenta Scambos.

Os pesquisadores ainda alertam que a chuva não apenas derrete a neve, como tem a capacidade adicional de mudar a dinâmica do manto de gelo a longo prazo. Ao contrário das geleiras brancas, formadas por neve acumulada ao longo de milhares de anos, o gelo formado pela água da chuva é escuro — o que significa mais energia (calor) do Sol absorvida e, logo, mais derretimento. Só a camada de gelo que cobre a Groenlândia tem água suficiente para elevar o nível do mar em seis metros.

Além disso, a água gelada que escoa da Groenlândia desempenha um papel fundamental no clima global, pois é uma injeção de água fria nas correntes oceânicas. De acordo com o relatório climático da ONU — o IPCC, o aquecimento de mais 2 °C na temperatura do planeta desencadeará o colapso desta importante camada de gelo. Aliás, alguns cientistas acreditam que tanto a chuva quanto as perdas frequentes de gelo da Groenlândia sinalizam o ponto de inflexão — ou seja, quando não há mais retorno.

O derretimento de gelo na Groenlândia forma lagos que causam ainda mais perda de gelo (Imagem: Reprodução/Timo Lieber)
O derretimento de gelo na Groenlândia forma lagos que causam ainda mais perda de gelo (Imagem: Reprodução/Timo Lieber)

Comunidades indígenas que vivem próximas à Groenlândia já enfrentam desafios por conta da perda de gelo e da vida selvagem, que sofre impactos profundos com essa mudança cada vez mais rápida. A perda deste gelo também contribui para o enfraquecimento da Corrente do Golfo, o que pode provocar alterações em eventos naturais como as monções tropicais, impactando também as florestas. Ainda, se a corrente enfraquece, o equilíbrio da temperatura dos oceanos também diminui a distribuição de carbono e nutrientes fundamentais para os ecossistemas marinhos.

O glaciologista Scambos diz que estamos cruzando limites jamais vistos em milênios e que isto não mudará enquanto não diminuirmos a quantidade de gases de efeitos estuda na atmosfera, em especial o gás carbônico. É necessário um esforço coletivo e urgente de enfrentamento às alterações climáticas provocadas em grande pela ação humana ao longo dos últimos séculos.

Fonte: Canaltech

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