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Temperatura interna da Terra vem afetando a “geleira do fim do mundo” na Antártida

·4 minuto de leitura
Temperatura interna da Terra vem afetando a “geleira do fim do mundo” na Antártida
Temperatura interna da Terra vem afetando a “geleira do fim do mundo” na Antártida

Como se rios internos de água morna e o aquecimento global aumentando a temperatura oceânica não fossem suficientes, agora é a temperatura interna da própria Terra que pode destruir a geleira Thwaites – popularmente conhecida como “Geleira do Fim do Mundo”.

Localizada na região oeste do continente antártico, a Thwaites é uma bacia de gelo ao pé de uma região montanhosa, com extensão de 160 km e “língua” (o ponto onde o gelo toca o mar) de 120km. A área onde ela é posicionada, segundo um novo estudo, é mais suscetível ao aumento da temperatura interna da Terra, aquecendo ali de forma mais intensa do quem em outras partes.

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Imagem mostra o Glaciar de Thwaites, conhecido como "geleira do fim do mundo"
O glaciar de Thwaites, também conhecido como “Geleira do fim do mundo”, está sofrendo derretimento acelerado de gelo graças ao aumento da temperatura interna da Terra. Imagem: Nasa/Divulgação

O resultado disso é um degelo maior do que o esperado, o que, no futuro, pode causar problemas imensos: caso a geleira se destruísse por completo, ela causaria uma elevação global de mais ou menos 65 centímetros (cm) – mais do que suficiente para destruir a maioria das cidades litorâneas do mundo.

Mais além, o colapso da Geleira Thwaites traria outro problema: como a região funciona como uma espécie de “rolha” para a camada de gelo do lado oeste da Antártida, sua ausência aceleraria a perda de gelo por todo o continente, aumentando ainda mais o nível do mar.

Em resumo: um cenário que faz jus ao nome de “Geleira do Fim do Mundo”.

Um estudo publicado em 18 de agosto no jornal Communications Earth & Environment, feito por Ricarda Dziadek, geofísica do Instituto Alfred Wegener (AWI), revela que a crosta da Terra sob o lado oeste da Antártida é consideravelmente mais fina do que no lado leste (entre 17 e 25 km de espessura na primeira, versus mais de 40 km da segunda). Por isso, a geleira está mais exposta ao aumento da temperatura geotermal do que outras formações de terra do outro lado do continente.

“Nossas avaliações mostram que, nos pontos onde a crosta não passa de 25 km de espessura, o fluxo de calor sob a geleira pode chegar a 150 miliwatts (mW)”, disse a especialista, que também trabalha junto do Centro Helmholtz de Pesquisa Marinha e Polar, da Alemanha.

Com base nisso, Dziadek e equipe decidiram quantificar o diferencial do fluxo de calor pela primeira vez, usando diversos dados coletados de informação magnética para calcular a distância entre a crosta e o manto – este último, com temperaturas próxima de 200 graus Celsius (ºC) – em diversos pontos, vendo que essa distância é menor na região de Thwaites.

Não foi possível estabelecer uma temperatura exata, já que a região tem vários tipos de rochas, que conduzem calor de forma diferente. Mas uma coisa foi certa: o fluxo aumentado de calor se traduz em péssimas notícias para a geleira.

Isso porque, tirando a temperatura planetária da equação, a “Geleira do Fim do Mundo” ainda tem que lidar com pequenos lagos de água salgada e o aumento da temperatura do oceano – ambos já vêm afetando a região há mais de 30 anos: desde os anos 1980, a geleira Thwaites já perdeu 595 bilhões de toneladas de gelo, contribuindo com cerca de 4% do aumento do nível do mar registrado até hoje.

“Amplas quantidades de calor geotérmico podem, por exemplo, fazer com que a base da geleira não mais congele por completo, ou criar uma camada fina e constante de água em sua superfície”, disse Karsten Gohl, outra geóloga do AWI e co-autora do estudo. “Qualquer uma das duas condições podem facilitar um deslizamento da geleira para o chão, fazendo com que a perda de gelo da região acelere consideravelmente”.

O pior de tudo é que, no presente momento, não há nem como determinar um tempo para que isso aconteça – novamente, pela variação na condução de calor, os efeitos podem levar décadas ou séculos.

Há, porém, um estudo que promete dar medidas mais exatas de temperatura, atualmente em curso no Pólo Sul. Cientistas estão perfurando a superfície antártica a fim de instalar sensores nos núcleos de gelo da região. Com isso, eles esperam medir o fluxo de calor pela variação de seu elemento mais básico – o gelo – e assim obter estimativas de tempo de quando esse risco pode se tornar real.

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