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Temperatura dos oceanos não para de subir e alcança sexto recorde seguido

·2 min de leitura

O aumento da temperatura dos oceanos segue avançando e não há dúvidas sobre a influência humana sobre o clima global. É o que diz um novo estudo internacional, que analisou décadas de dados climáticos e concluiu que 2021 atingiu um novo recorde de calor, acompanhando uma tendência já observada nos anos anteriores.

O ano passado foi um ano quente para os oceanos, mas isso não foi novidade, uma vez que os seis anos anteriores também registraram recordes de calor nunca vistos. Desde a década de 1950, quando esses registros começaram, cada década se tornou ainda mais quente.

A temperatura é medida até 2.000 metros de profundidade nos oceanos (Imagem: Reprodução/Lijing Cheng et al.)
A temperatura é medida até 2.000 metros de profundidade nos oceanos (Imagem: Reprodução/Lijing Cheng et al.)

Desde a década de 1980, o aumento das temperaturas oceânicas é inquestionável, dizem os autores. Só no ano passado os oceanos Pacífico Norte, Atlântico Norte e o Mar Mediterrâneo passaram por ondas de calor marinho inéditas.

Os pesquisadores estimaram que, em 2021, os 2.000 metros superficiais dos oceanos absorveram 14 Zettajoules (ZJ) a mais do que no ano anterior — o equivalente a cinco bombas de Hiroshima por segundo.

O cientista climático Michael Mann, co-autor do estudo, explicou que os oceanos estão absorvendo a maior parte do aquecimento provocado pelas emissões humanas de carbono. Ele acrescentou que, enquanto não alcançarmos a marca de zero emissões líquidas, as temperaturas continuarão a subir.

Anomalias climáticas persistentes

Nem mesmo o La Ninã — quando as águas ao norte do Pacífico ficam mais frias e as águas do sul logo acima da Austrália ficam mais quentes — conseguiu frear o aquecimento do Pacífico Norte registrado no ano passado, que, segundo os autores, seguiu “amplo e profundo”.

Águas mais quentes não apenas impulsionam o derretimento do Ártico e Antártida, mas alimentam furacões ainda mais intensos (Imagem: Reprodução/NOAA)
Águas mais quentes não apenas impulsionam o derretimento do Ártico e Antártida, mas alimentam furacões ainda mais intensos (Imagem: Reprodução/NOAA)

Os autores apontaram que os aumentos implacáveis têm consequências diretas na frequência, intensidade e extensão das ondas de calor marinhas e outros “pontos quentes” pelos oceanos. Como exemplo, eles citaram o “Blob” que surgiu na costa do Pacífico nos EUA.

O Blob (“bolha”, em tradução livre) é uma anomalia caracterizada por um grande fluxo de água quente. O fenômeno só havia sido registrado em 2014, mas voltou em 2019 e se prolongou até o ano passado — com temperaturas ultrapassando os 40 °C. A água quente ameaça a vida marinha por onde ela passa.

Ao longo prazo, a tendência é que os oceanos Atlântico e Antártico absorvam ainda mais calor, ameaçando ainda mais a camada de gelo da Antártida. O derretimento lançaria mais água aos oceanos e, consequentemente, elevaria a alturas das águas nas regiões costeiras do mundo.

Os autores da análise também destacaram que, no entanto, ainda existem muitas lacunas no monitoramento dos oceanos. “Monitorar e entender o acoplamento de calor e carbono no futuro são importantes para rastrear as metas de mitigação das mudanças climáticas”, acrescentaram.

O estudo foi publicado no periódico Advances in Atmospheric Sciences.

Fonte: Canaltech

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