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Temor sobre pico de crescimento e delta pesam sobre mercados

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A perspectiva de uma recuperação mais lenta da pandemia pesa sobre os mercados em meio ao impacto da variante delta do coronavírus na reabertura das economias.

Um rali da dívida soberana, rendimentos reais negativos em mínimas históricas nos Estados Unidos e Europa e queda de ativos cíclicos como ações de mercados emergentes estão entre as tendências que sugerem desaceleração da retomada. Os riscos econômicos incluem restrições de mobilidade para combater o coronavírus, inflação elevada e redução gradual do estímulo do Federal Reserve.

“As novas mínimas dos yields reais e a queda dos rendimentos nominais refletem a preocupação com o cenário, na minha opinião”, disse John Briggs, chefe global de estratégia de mesa do Natwest Markets. Para ele, as dúvidas permanecerão ao longo de agosto até que haja evidências claras de que países com altas taxas de vacinação romperam a relação entre casos de Covid-19 e hospitalizações e mortes.

Rali dos Treasuries

O rali de quatro meses dos títulos do Tesouro dos EUA empurrou o rendimento de 10 anos para perto de 1%. Enquanto alguns culpam investidores que revertem apostas perdedoras em uma curva de juros mais inclinada, outros identificam a busca por refúgio estimulada por preocupações com o crescimento. Os yields dos títulos de 10 anos ainda precisam “estabelecer definitivamente o piso para o saldo de 2021”, escreveu em relatório Ian Lyngen, estrategista da BMO Capital Markets.

Rendimentos reais

O índice de surpresa econômica do Citi está em queda, sinalizando que os relatórios econômicos impressionam menos do que alguns meses atrás. Rendimentos reais negativos dos Treasuries de 10 anos perto de mínimas históricas podem refletir a mesma mensagem: o indicador desconta o impacto esperado da inflação.

O próximo relatório importante sobre a recuperação dos EUA serão os dados do mercado de trabalho na sexta-feira. Mesmo se os números forem fortes, as “implicações para o crescimento com risco positivo” seriam moderadas por um argumento reforçado de redução do estímulo pelo Fed, disse em relatório Steven Englander, chefe global de pesquisa de câmbio do G10 no Standard Chartered Bank.

Dívida da China e Japão

Os títulos de de 10 anos da China sobem há sete semanas seguidas com as apostas de que outra rodada de estímulos está a caminho para proteger a segunda maior economia do mundo diante do aumento de casos de Covid-19. O yield dos títulos de 10 anos do Japão caiu para zero pela primeira vez desde dezembro, novamente um reflexo dos riscos econômicos. Um “processo de afrouxamento monetário e fiscal em várias etapas” é provável na China nos próximos meses, de acordo com Viktor Shvets, chefe de estratégia asiática da Macquarie Capital.

Mercados emergentes

As ações de mercados emergentes sofreram um golpe duplo: do escrutínio da China de empresas privadas domésticas e das restrições à mobilidade para combater o avanço de casos impulsionado pela variante delta, já que o ritmo de vacinação no país é mais lento do que no Ocidente. O índice acionário de mercados emergentes MSCI está no nível mais baixo em relação às ações de países desenvolvidos desde 2004. A desigualdade no acesso às vacinas “tornou-se ainda mais preocupante, e a realidade de uma luta global mais prolongada contra a Covid-19 começa a se infiltrar”, disse em relatório Jan Lambregts, chefe global de pesquisa de mercados financeiros do Rabobank.

Commodities

As commodities têm estado na vanguarda da aposta na reflação, com o índice Bloomberg Commodity Spot perto da máxima em uma década. Mas matérias-primas mais caras podem prejudicar a atividade econômica, e um índice de força relativa decrescente para o indicador indica motivos para cautela no rali. A Capital Economics espera que os preços das commodities de energia desacelerem em 2022 depois da forte recuperação.

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