Mercado fechado
  • BOVESPA

    112.764,26
    +3.046,32 (+2,78%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.853,37
    +392,82 (+0,81%)
     
  • PETROLEO CRU

    91,88
    -2,46 (-2,61%)
     
  • OURO

    1.818,90
    +11,70 (+0,65%)
     
  • BTC-USD

    24.605,71
    -140,91 (-0,57%)
     
  • CMC Crypto 200

    574,64
    +3,36 (+0,59%)
     
  • S&P500

    4.280,15
    +72,88 (+1,73%)
     
  • DOW JONES

    33.761,05
    +424,38 (+1,27%)
     
  • FTSE

    7.500,89
    +34,98 (+0,47%)
     
  • HANG SENG

    20.175,62
    +93,19 (+0,46%)
     
  • NIKKEI

    28.546,98
    +727,65 (+2,62%)
     
  • NASDAQ

    13.580,00
    +268,75 (+2,02%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,2024
    -0,1213 (-2,28%)
     

Tem gente tentando "lavar o sangue" para tratar covid longa, sem base científica

Agora chegou a vez da covid longa entrar para a lista de doenças miradas por tratamentos sem comprovação científica: pacientes com a condição estão viajando a clínicas particulares na Alemanha, Suíça e Chipre para fazer uma espécie de lavagem do sangue e tomar remédios anticoagulantes. Um estudo sobre essa prática foi publicado na última terça-feira (12) na revista científica British Medical Journal.

O procedimento é chamado de aférese: nele, o sangue do paciente é extraído e filtrado com o objetivo de remover lipídios e proteínas inflamatórias, devolvendo o líquido ao corpo. Sem comprovação científica, a Sociedade Alemã de Nefrologia segue apoiando o tratamento como um último recurso a quem ficou com distúrbios lipídicos após contrair covid-19.

Além de não ter eficácia comprovada, a aférese ainda oferece riscos como o de coagulação, infecção e reações aos compostos usados no tratamento (Imagem: Pressmaster/Envato Elements)
Além de não ter eficácia comprovada, a aférese ainda oferece riscos como o de coagulação, infecção e reações aos compostos usados no tratamento (Imagem: Pressmaster/Envato Elements)

Riscos e falta de comprovação

O problema é que não foram feitos testes clínicos em pacientes com covid, e o procedimento ainda traz riscos, como prováveis sangramentos, coagulação, infecção e reações aos agentes utilizados no processo. Uma paciente holandesa, estudada pelos pesquisadores, sofreu de fadiga crônica após sua infecção por covid-19, e não pareceu melhorar nem após um ano, quando foi forçada a largar o emprego.

Procurando algum tratamento para a covid longa da qual sofria, ela ouviu falar da aférese nas redes sociais, e viajou até a Alemanha para o tratamento. Ela teve de retornar à Holanda dois meses depois, sem nenhuma melhora e com € 15 mil a menos no bolso (R$ 81,7 mil), gastos no procedimento. Outras técnicas realizadas na Alemanha, como oxigenoterapia hiperbárica e injeção de vitamina D, também não ajudaram.

A aférese é defendida por algumas pessoas que acreditam no trabalho de uma pesquisa de Etheresia Pretorius, fisiologista da Universidade de Stellenbosch, na África do Sul, que teoriza a existência de microcoágulos no plasma de pessoas com covid longa, que seriam responsáveis pelos sintomas. A falta de pesquisas no tema, no entanto, é latente.

Especialistas afirmam que microcoágulos podem ser biomarcadores de doenças, mas não há como afirmar que causem sintomas: sem conhecer a formação desse fenômeno no corpo e a causalidade advinda deles, fabricar um tratamento com base na teoria — ainda mais com possíveis efeitos colaterais — é, no mínimo, precipitado, para não dizer perigoso.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos