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Televisa e Univisión se unem para competir no mundo do streaming

Jennifer GONZALEZ COVARRUBIAS
·3 minuto de leitura
(ARQUIVOS) Foto de arquivo tirada em 11 de junho de 2002 da sede da Univision Communications em Los Angeles.

As duas maiores redes de televisão de língua espanhola, a mexicana Televisa e a americana Univisión, se fundiram para conquistar um mercado potencial de 600 milhões de pessoas que lhes permitirá competir com gigantes como Netflix, Amazon e Disney.

"É criada uma nova empresa com o nome de Televisa-Univisión, dedicada à produção e distribuição de conteúdos" em espanhol, anunciou a rede mexicana em comunicado.

As duas emissoras de televisão, portanto, apontam para sua "transformação digital para conquistar o mercado espanhol de streaming". Para isso, o novo grupo vai lançar uma plataforma conjunta com um mercado potencial de 600 milhões de telespectadores, detalha o anúncio.

Com isso, as duas empresas pretendem competir com Netflix, Amazon e Disney, que "estão investindo muitos milhões de dólares em produção", declarou Emilio Azcárraga, presidente do Conselho de Administração da Televisa.

Seus parceiros estratégicos serão o fundo de tecnologia SoftBank, Google e o banco de investimentos The Raine Group, especializado no setor de tecnologia.

A Televisa-Univisión alcançará vendas de cerca de 4 bilhões de dólares, sublinhou o comunicado, indicando que as duas empresas esperam concluir a operação este ano dependendo do aval dos reguladores do México e dos Estados Unidos.

A Televisa informou também que receberá US$4,8 bilhões como parte do negócio.

- "Mercado desatendido" -

A Netflix lidera amplamente o mercado de vídeo sob demanda no México com 74,6% das assinaturas, seguida pela Amazon Prime Video (8,5%) e pela estreante Disney+ (5,3%), segundo a consultoria The Competitive Intelligence Unit, a Blim - serviço atual da Televisa - tem 1,9% da mercado.

Menos de 10% da população de fala hispânica usa serviço de TV por assinatura contra quase 70% do mercado de fala inglesa, segundo as companhias.

O codiretor do Grupo Televisa, Alfonso de Angoitia, informou nesta quarta-feira que se trata de um "mercado historicamente desatendido por produtores de conteúdo global".

Assim, a união representa uma "oportunidade incrível" para "expandir nosso alcance global como nenhuma companhia de mídia ou transmissão já fez", comentou por teleconferência.

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, comemorou a fusão nesta quarta-feira, destacando que a Televisa será a acionista majoritária com 45% da participação, além do aporte do Estado mexicano.

“Nesta sociedade, e por isso vemos com bons olhos, prevalece o investimento dos mexicanos”, disse o presidente de esquerda em sua habitual conferência matinal.

“Expressei a minha satisfação. Só lhes pedi que comprometessem a sua palavra de que (...) a xenofobia ou a discriminação não sejam permitidas e que se respeite a dignidade dos mexicanos” nos conteúdos televisivos, sublinhou López Obrador.

As duas emissoras, com relações comerciais há mais de seis décadas, tinham criado recentemente o TUDN, canal de televisão por assinatura especializado em esportes.

- Futebol e notícias fora -

O novo acordo engloba televisão aberta, por assinatura, digital e transmissões ao vivo.

Já a Televisa mantém os negócios de televisão a cabo e internet com as empresas IZZI e Sky, além de programas de futebol e seus noticiários, entre outros.

“A divisão de Noticiários não faz parte da fusão Televisa-Univisión. Noticiários será uma nova empresa que atenderá a esta nova Televisa-Univisión. Esta nova empresa de notícias é 100% mexicana”, relatou Azcárraga.

O anúncio destacou que o catálogo de ambas as empresas abrangerá mais de 300.000 horas de programação, o "maior depósito de conteúdo e propriedade intelectual em espanhol".

Em 2020, a estação de televisão mexicana produziu mais de 86.000 horas de conteúdo para entretenimento, esportes, notícias e eventos especiais.

“Com a escala resultante da combinação, a Televisa-Univisión“ aumentará essa capacidade, principalmente no México, o que permitirá “alavancar o lançamento de sua plataforma OTT global (aplicativos que oferecem conteúdo de vídeo pela internet)”, afirmou a Televisa.

Claudia Benassini, pesquisadora de comunicação da Universidade La Salle do México, considera que o novo casamento da televisão tem o desafio de melhorar seu conteúdo para se tornar um concorrente atraente.

Terá que “definir qual o público que pretende atingir e depois fazer uma seleção dos conteúdos mas não só a partir dos ficheiros, terá de produzir conteúdos que sejam realmente atrativos”.

jg/axm/mr/ap/mvv