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Telescópio James Webb identifica buraco negro formado por galáxias

Telescópio Espacial James Webb identificou um aglomerado de galáxias que se fundem em torno de um raro quasar vermelho (NASA)
Telescópio Espacial James Webb identificou um aglomerado de galáxias que se fundem em torno de um raro quasar vermelho (NASA)
  • Telescópio Espacial James Webb identificou um aglomerado de galáxias que se fundem em torno de um raro quasar vermelho;

  • Descoberta representa uma oportunidade de observar como as primeiras galáxias se fundiram formando o universo como o vemos hoje;

  • Quasar incrivelmente brilhante e extremamente vermelho tem cerca de 11,5 bilhões de anos e é um dos mais poderosos já vistos a uma distância tão grande.

Uma equipe internacional de astrônomos que usava o Telescópio Espacial James Webb (JWST) identificou um aglomerado de galáxias que se fundem em torno de um raro quasar vermelho, um buraco negro que se alimenta de gás e outros materiais.

De acordo com o portal Space.com, a descoberta representa uma oportunidade de observar como as primeiras galáxias se fundiram formando o universo como o vemos hoje. O quasar incrivelmente brilhante e extremamente vermelho, conhecido como SDSS J165202.64 +172852.3, tem cerca de 11,5 bilhões de anos e é um dos mais poderosos já vistos a uma distância tão grande, de acordo com os pesquisadores, que o descrevem como um "buraco negro em formação".

"Acreditamos que algo dramático está prestes a acontecer nesses sistemas. A galáxia está neste momento perfeito em sua vida, prestes a se transformar e parecer totalmente diferente em alguns bilhões de anos", disse Andrey Vayner, coautor da pesquisa e astrofísico da Universidade Johns Hopkins, em Maryland, em comunicado.

Observações anteriores desta região do espaço usando o Telescópio Espacial Hubble e o telescópio Gemini-Norte no Havaí revelaram o quasar e sugeriram uma galáxia em fase de transição. Mas foi apenas uma observação adicional com o JWST que revelou não uma, mas pelo menos três galáxias girando em torno do quasar. As imagens do JWST ainda mostraram que as três galáxias estão se movendo incrivelmente rápido, sugerindo a presença de uma massa tremenda, o que leva a equipe a pensar que esta poderia ser a área mais densa de formação de galáxias já vista no início do universo.

Dados equivocados

Um novo estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) descobriu que os astrônomos podem estar interpretando as medições de atmosferas de exoplanetas, através do Telescópio Espacial James Webb, de maneira errada.

Em comunicado, os cientistas do MIT declararam que "a análise de atmosferas de exoplanetas distantes pode ​​estar errada em uma ordem de magnitude. Há uma diferença cientificamente significativa entre um composto como a água estar presente em 5% versus 25%, que os modelos atuais não conseguem diferenciar".

Como cada elemento químico absorve a luz de maneira diferente, os astrônomos podem reconstruir as composições químicas e as proporções desses produtos químicos em grande detalhe usando essas medidas. Mas leituras imprecisas dos dados significariam que os insights obtidos seriam pouco confiáveis.

Para ajustar esse cenário, os pesquisadores também propuseram possíveis melhorias, como fazer mais medições de laboratório para validar o comportamento de absorção de luz de vários compostos químicos e melhorar os cálculos teóricos.