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Telescópio que "caça" cometas e asteroides tem missão estendida por mais 2 anos

·3 minuto de leitura

Lançado em 14 de dezembro de 2009, o telescópio espacial NEOWISE (sigla para “Near-Earth Object Wide-field Survey Explorer”), da NASA, acaba de ter sua missão estendida em mais dois anos, conforme nota oficial da agência espacial. Isso significa que ele continuará com sua busca por asteroides que se aproximam de nós — inclusive os potencialmente perigosos à Terra —, até 2023.

Segundo Bill Nelson, administrador da NASA, a agência espacial inspeciona o céu diariamente para encontrar potenciais ameaças e também estuda os asteroides que podem fornecer repostas sobre o início do Sistema Solar. Apenas com telescópios baseados em solo, mais de 23 mil asteroides próximos já foram descobertos, mas ainda existem muitos outros a serem encontrados. “Vamos aprimorar nossas observações com recursos baseados no espaço como o NEOWISE e o futuro, e mais potente, NEO Surveyor”, acrescenta Nelson.

Ilustração do telescópio espacial NEOWISE na órbita da Terra (Imagem: Reprodução/JPL-Caltech)
Ilustração do telescópio espacial NEOWISE na órbita da Terra (Imagem: Reprodução/JPL-Caltech)

Desde seu lançamento em 2009, através da missão Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE), o telescópio espacial pesquisou todo o céu nos comprimentos de onda infravermelhos e, assim, detectou asteroides, estrelas escuras e até mesmo algumas galáxias “fracas” no espaço profundo. No entanto, em 2011 o trabalho do então WISE foi interrompido quando seu resfriamento criogênico se esgotou, sendo colocado em hibernação em fevereiro daquele ano. Até que, em 2013, o telescópio foi reaproveitado pela Divisão de Ciência Planetária da NASA e rebatizado como NEOWISE, com o propósito de identificar asteroides e cometas pelo Sistema Solar, especialmente aqueles que passam próximos da Terra.

Para Lindley Johnson, chefe e oficial de defesa planetária do Escritório de Coordenação de Defesa Planetária (PDCO, sigla em inglês), da NASA, o NEOWISE fornece uma capacidade distinta para a missão global de defesa da agência, pois ele permite medir rapidamente a emissão infravermelha e, partir disso, estimar com maior precisão o tamanho de asteroides potencialmente perigosos. “Estender a missão do NEOWISE destaca não apenas o importante trabalho que está sendo feito para proteger nosso planeta, mas também a valiosa ciência que está sendo coletada sobre os asteroides e cometas mais longe no espaço”, ressalta Johnson.

O NEOWISE observa a radiação infravermelha dos asteroides quando eles são aquecidos pelo Sol. Além de revelar o tamanho desses corpos e compará-lo com as medições feitas a partir de telescópios ópticas em solo, o satélite também ajuda a entender a composição desses objetos celestes. Até agora o NEOWISE forneceu a estimativa de tamanho de mais de 1.830 Objetos Próximos à Terra (NEO, sigla em inglês). Só neste ano, ele fez mais de 1 milhão de observações infravermelhas confirmando aproximadamente 39.100 objetos pelo Sistema Solar observados desde sua volta, em 2013, como o Cometa NEOWISE que leva o nome da missão e encantou a todos durante o ano passado.

Conceito artístico da missão Neo Surveyor, que substituirá a missão NEOWISE (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/The Planetary Society)
Conceito artístico da missão Neo Surveyor, que substituirá a missão NEOWISE (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/The Planetary Society)

A NASA planeja lançar, em 2026, o substituto da missão, chamado NEO Surveyor, que será capaz de, entre outras funções, detectar objetos ainda menores, com cerca de 140 metros de diâmetro, que são difíceis de se observar com as atuais ferramentas disponíveis. A expectativa da agência é de expandir e continuar com todo o trabalho que foi desenvolvido pelo telescópio NEOWISE. “A missão serve como um importante precursor para realizar uma busca mais abrangente por esses objetos usando o novo telescópio que estamos construindo, o NEO Surveyor”, aponta Amy Mainzer, professora de ciência planetária do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona.

Fonte: Canaltech

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