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Telescópio Kepler encontra sinais de planetas “vagando” livremente pelo espaço

·3 minuto de leitura
Telescópio Kepler encontra sinais de planetas “vagando” livremente pelo espaço
Telescópio Kepler encontra sinais de planetas “vagando” livremente pelo espaço

Evidências intrigantes apontam para uma misteriosa população de planetas “vagando livremente” pelo espaço profundo, sem estar amarrados a qualquer estrela hospedeira. Os resultados incluem quatro novas descobertas que são consistentes com planetas de massas semelhantes à da Terra, publicadas nesta terça-feira (06) no periódico científico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

O estudo, liderado por Iain McDonald da Universidade de Manchester, Reino Unido, utilizou dados obtidos em 2016 durante a fase K2 da missão do Telescópio Espacial Kepler da NASA. Durante esta campanha de dois meses, Kepler monitorizou um campo cheio de milhões de estrelas perto do centro da nossa galáxia a cada 30 minutos, a fim de encontrar raros eventos de microlente gravitacional.

O Telescópio Espacial Kepler caçou planetas entre 2009 e 2018, mas os dados coletados ainda são analidasos pelos cientistas até hoje. Imagem: Nasa
O Telescópio Espacial Kepler caçou planetas entre 2009 e 2018, mas os dados coletados ainda são analidasos pelos cientistas até hoje. Imagem: Nasa

A equipe do estudo encontrou 27 sinais de microlentes de curta duração com períodos de tempo variando entre uma hora e 10 dias. Muitos destes tinham sido vistos anteriormente em dados obtidos simultaneamente a partir do solo. Contudo, os quatro eventos mais curtos são novas descobertas que são consistentes com planetas de massas semelhantes à Terra.

Estes novos eventos não mostram um sinal mais longo que possa ser esperado de uma estrela anfitriã, sugerindo que estes novos eventos podem ser planetas flutuando livremente. Tais planetas podem ter se formado originalmente em torno de uma estrela hospedeira antes de serem ejetados pela força gravitacional de outros planetas mais pesados do sistema.

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Kepler não foi concebido para encontrar planetas utilizando microlentes, nem para estudar os campos estelares extremamente densos do interior da Galáxia. Isto significou que tiveram de ser desenvolvidas novas técnicas de redução de dados para procurar sinais dentro do conjunto de dados do Kepler.

Iain nota que: “estes sinais são extremamente difíceis de encontrar. As nossas observações apontaram um telescópio velho, com visão desfocada, para uma das partes mais densamente povoadas do céu, onde já existem milhares de estrelas que variam em brilho, e milhares de asteróides que se espalham pelo nosso campo. Dessa cacofonia, tentamos extrair pequenos brilhos característicos causados pelos planetas, e só temos uma breve chance de ver um sinal antes dele desaparecer. É tão fácil como procurar o piscar de um vagalume no meio de uma estrada movimentada, usando apenas um smartphone“.

Exoplaneta no espaço
Exoplanetas são normalmente encontrados quando passam em frente de suas estrelas. Mas astros vagando livremente pelo espaço são muito mais raros e difíceis de detectar. Imagem: Dima Zel/Shutterstock

O coautor Eamonn Kerins da Universidade de Manchester: “O Kepler conseguiu o que nunca foi concebido para fazer, fornecer provas provisórias da existência de uma população de planetas flutuantes livres com massa similar à terrestre. Agora passa o bastão para outras missões que serão concebidas para encontrar tais sinais, sinais tão elusivos que o próprio Einstein pensou que era improvável que alguma vez fossem observados. Estou muito entusiasmado que a próxima missão Euclides da ESA possa também juntar-se a este esforço como uma atividade científica adicional à sua missão principal”.

A confirmação da existência e natureza dos planetas flutuantes livres será um foco principal para as próximas missões como o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA, e possivelmente a missão Euclides da ESA, ambas as quais serão otimizadas para procurar sinais de microlentes.

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