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Telescópio James Webb pode ter encontrado galáxias extremamente jovens

Algumas das galáxias distantes observadas pelo telescópio James Webb parecem ser extremamente jovens, pertencendo a uma classe rara de pequenas galáxias em nosso “quintal cósmico”. É o que revelou uma nova análise liderada por James Rhoads, astrofísico do Goddard Space Flight Center, que apresentou as descobertas durante o 241º encontro da Sociedade Americana Astronômica.

No ano passado, a NASA e demais parceiros do novo telescópio revelaram uma imagem do aglomerado de galáxias SMACS 0723, cuja massa causou um efeito de lente gravitacional, capaz de ampliar e distorcer a aparência das galáxias ao fundo. Em meio àquelas de brilho mais fraco atrás do aglomerado, havia um trio de objetos compactos.

Detalhe das pequenas galáxias semelhantes às "ervilhas", encontradas na imagem do aglomerado SMACS 0723 (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, and STScI)
Detalhe das pequenas galáxias semelhantes às "ervilhas", encontradas na imagem do aglomerado SMACS 0723 (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, and STScI)

Estes objetos poderiam ter relação com galáxias conhecidas como “ervilhas verdes”. Elas foram descobertas em 2009 pelos voluntários do projeto Galaxy Zoo, e se destacaram por pela aparência de pontos brilhantes e difusos, de cor esverdeada vinda dos filtros usados durante o levantamento, junto de propriedades delas.

Keunho Kim, membro da equipe que analisou os dados do observatório, explica que estas galáxias podem ser pequenas, mas têm processos de formação estelar tão intensos que emitem luz ultravioleta. “Graças às imagens ultravioleta das ‘ervilhas’ capturadas pelo Hubble e pesquisas em solo de galáxias primordiais formando estrelas, fica claro que ambas compartilham esta propriedade”, disse.

À esquerda, uma "galáxia-ervilha" a erca de 170 milhões de anos-luz; à direita, a galáxia-ervilha cuja luz levou 13,1 bilhões de anos para nos alcançar (Imagem: Reprodução/SDSS and NASA, ESA, CSA, and STScI)
À esquerda, uma "galáxia-ervilha" a erca de 170 milhões de anos-luz; à direita, a galáxia-ervilha cuja luz levou 13,1 bilhões de anos para nos alcançar (Imagem: Reprodução/SDSS and NASA, ESA, CSA, and STScI)

Além da imagem do aglomerado, o telescópio James Webb usou o instrumento NIRSpec para capturar o espectro de galáxias específicas ali. Rhoads e seus colegas estudaram as medidas e corrigiram a extensão dos comprimentos de onda causada pela expansão do espaço, e descobriram características vindas do oxigênio, hidrogênio e neon — que, ao se alinharem, tinham grande semelhança com as galáxias-ervilha.

O espectro permitiu que os pesquisadores medissem a quantidade de oxigênio presente no nascimento destas galáxias. Duas delas têm quase 20% do nível de oxigênio da Via Láctea e parecem ser galáxias-ervilha comuns, encontradas em menos de 0,1% das galáxias próximas, encontradas por meio do levantamento. “Vemos estes objetos como eles eram há até 13,1 bilhões de anos, quando o universo tinha apenas 5% de sua idade atual”, observou a astrofísica Sangeeta Malhotra.

O artigo que descreve as descobertas foi publicado na revista Astrophysical Journal Letters.

Fonte: Canaltech

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