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Telescópio James Webb observa disco de poeira ao redor de estrela próxima

O telescópio James Webb capturou imagens dos processos ocorrendo no interior do disco de poeira que cerca uma estrela anã vermelha do sistema AU Microscopii, a cerca de 32 anos-luz de nós. O disco já era conhecido, mas esta foi a primeira vez em que ele foi observado em comprimentos de onda da luz infravermelha, que ajudaram a revelar também informações sobre sua composição.

O disco tem cerca de 23 milhões de anos, o que indica que os processos de formação planetária no interior dele já foram finalizados. Já a estrela é orbitada por dois planetas e conta com o disco de detritos, uma espécie de “irmão” mais massivo da poeira que restou no Sistema Solar e que forma a luz zodiacal.

Kellen Lawson, autor principal do estudo, explica que o disco de detritos é constantemente reabastecido pelas colisões dos planetesimais. “Ao estudá-lo, conseguimos uma janela única para a história recente deste sistema”, disse. Para examinar a estrutura, os pesquisadores usaram o instrumento NIRCam, do James Webb.

Detalhes do disco de poeira ao redor de AU Mic; a estrela está representada por uma marcação em branco, e a região bloqueada pelo coronógrafo está indicada por um círculo pontilhado (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, and K. Lawson (Goddard Space Flight Center); A. Pagan (STScI)
Detalhes do disco de poeira ao redor de AU Mic; a estrela está representada por uma marcação em branco, e a região bloqueada pelo coronógrafo está indicada por um círculo pontilhado (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, and K. Lawson (Goddard Space Flight Center); A. Pagan (STScI)

Ele conta com um coronógrafo, estrutura que bloqueia a luz intensa vinda da estrela central e permite estudar a região próxima dela. Foi assim que os pesquisadores conseguiram investigar o disco a apenas cinco unidades astronômicas da estrela (o equivalente à órbita de Júpiter no Sistema Solar).

A equipe conseguiu imagens em comprimentos de onda de 3,56 e 4,44 mícrons, que mostraram que o disco era mais brilhante em comprimentos de ondas menores. Isso sugere que ele contém poeira fina, mais eficiente em dispersar comprimentos de onda de luz menores — um resultado consistente com estudos anteriores.

A identificação do disco é importante, mas os autores do estudo querem ir além, procurando planetas gigantes em órbitas mais amplas. “Esta é a primeira vez que realmente temos sensibilidade para observar diretamente planetas em órbitas amplas, mas que são significativamente menos massivos que Júpiter e Saturno”, acrescentou Lawson.

Fonte: Canaltech

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