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Telescópio Hubble observa fim de estrela engolida por buraco negro

O telescópio espacial Hubble observou o que acontece quando uma estrela se aproxima demais de um buraco negro. A cerca de 300 milhões de anos-luz de nós, no coração da galáxia ESO 583-G004, uma estrela desavisada passou tão perto de um buraco negro que acabou destroçada pela imensa gravidade do objeto.

Apesar da fama destrutiva que têm, os buracos negros ficam quietos, “aguardando” algum objeto se aproximar demais. Quando uma estrela passa muito perto deles, a gravidade a rompe, e o buraco negro a devora enquanto emite forte radiação. Conhecidos como “eventos de disrupção de marés”, cerca de 100 eventos do tipo já foram identificados pelos astrônomos.

Esquema representando como um buraco negro supermassivo pode devorar uma estrela (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Leah Hustak (STScI))
Esquema representando como um buraco negro supermassivo pode devorar uma estrela (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Leah Hustak (STScI))

"Entretanto, ainda há muitos poucos eventos de marés observados na luz ultravioleta considerando o tempo de observação. É uma pena, porque há muita informação que você pode obter do espectro ultravioleta”, observou Emily Engelthaler, do Centro de Astrofísica de Harvard & Smithsonian (CfA).

No caso deste buraco negro, o evento AT2022dsb foi observado pela primeira vez em março do ano passado pela rede de telescópios All-Sky Automated Survey for Supernovae. Como aconteceu perto da Terra e foi extremamente energético, o evento era brilhante o suficiente para ser observado pelo telescópio Hubble, por meio da espectroscopia ultravioleta.

A análise dos dados mostrou que eles vinham do toro, uma área gasosa brilhante e quente em formato de donut que, antes, era a estrela. A região tem o tamanho do Sistema Solar, e gira com o buraco negro no centro. “Vemos um vento estelar do buraco negro varrendo a superfície, projetado em nossa direção a 3% da velocidade da luz”, disse ela.

Normalmente, estes eventos são de difícil observação — o mais comum é acompanhar o início do evento de disrupção, quando está realmente brilhante. “Vimos isso cedo o suficiente para observarmos as etapas intensas da acreção do buraco negro”, disse Peter Maksym, também do CfA. “Vimos a taxa de acreção cair conforme ‘gotejava’ ao longo do tempo”.

As descobertas foram apresentadas durante o 241º encontro da Sociedade Astronômica Americana.

Fonte: Canaltech

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