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Telescópio Hubble estudará a diversidade das estrelas, desde jovens a antigas

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

As estrelas são peças importantes para a construção das galáxias. Assim, para entender melhor as estrelas e sua evolução, o instituto Space Telescope Science Institute (STScI) lançou o programa ULLYSES (UV Legacy Library of Young Stars as Essential Standards), uma iniciativa ambiciosa que irá trabalhar com o telescópio espacial Hubble para produzir uma biblioteca da espectrografia das estrelas do universo local.

Com três anos de duração, o ULLYSES dedicará cerca de mil órbitas do Hubble para produzir o material, e vai trabalhar com mais de 300 estrelas. A luz ultravioleta delas está sendo utilizada para a biblioteca, que terá o “modelo” do espectro de estrelas jovens além das estrelas já maduras em galáxias anãs próximas. Como o Hubble fica acima da atmosfera da Terra e, portanto, livre da filtragem da radiação ultravioleta, este é o observatório ideal para observar a energia ultravioleta liberada pelas estrelas mais jovens e trazer informações e descobertas em meio aos seus 30 anos de história.

As estrelas maduras também afetam os ambientes em seus arredores devido ao fluxo de gás quente gerado. Bem mais massivas e com baixa abundância de elementos pesados — características semelhante à composição inicial das primeiras galáxias —, estudá-las no programa é uma forma de entender como esses fluxos podem ter influenciado a evolução do início das galáxias há bilhões de anos. Para Julia Roman-Duval, líder do programa, um dos principais objetivos do ULLYSES é a formação de uma amostra completa de referência, que será usada para criar bibliotecas espectrais que capturem a diversidade das estrelas e assegurem o legado do conjunto de dados para um dos vários tópicos da astrofísica. “O ULYSSES deverá deixar um impacto duradouro nas futuras pesquisas de astrônomos em todo o mundo”, diz.

Agora, o STScI está publicando o primeiro conjunto das observações do ULLYSES para a comunidade astronômica, e os primeiros alvos são estrelas azuis, quentes e massivas, de galáxias anãs próximas. As equipes do instituto vão gerar conjuntos de dados públicos e devem fornecer o suporte técnico necessário para garantir que os dados estimularão e darão suporte a pesquisas. No fim, o programa ULLYSES está desenvolvendo um grande legado com uma base de dados que será usado por décadas.

Além disso, o arquivo também complementa partes da história da formação das estrelas que logo serão obtidas por observações infravermelhas pelo telescópio espacial James Webb, cujo lançamento deverá ocorrer no ano que vem. Juntos, Hubble e Webb deverão fornecer uma visão completa das estrelas, bem como da história de sua formação no universo.

Fonte: Canaltech

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