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Telescópio Gaia encontra sua primeira estrela binária simbiótica

Daniele Cavalcante
·3 minutos de leitura

Em janeiro de 2018, o telescópio espacial Gaia, da ESA, detectou uma explosão em uma estrela conhecida como WRAY 15-136 (ou AT 2018id). Na época, as observações apontaram que se tratava de um tipo de explosão estelar conhecida como “nova”, mas novos dados mostram que, na verdade, uma simbiótica.

Estrelas simbióticas são um sistema binário (ou seja, duplo) composto por duas estrelas muito próximas uma da outra, com interações mais amplas que as demais binárias. Elas giram em torno de um centro gravitacional em comum com um longo período orbital que pode levar de 200 dias a 10 anos. Além disso, estão envoltas em gás ionizado.

Uma equipe internacional de astrônomos estava observando a estrela WRAY 15-136, que havia ganho um novo nome em 2018, passando a se chamar Gaia18aen, por causa da aparente explosão que lhe conferiu o status de transiente. Entretanto, as novas observações da equipe com o telescópio Gaia acabou mostrando que se trata de uma simbiótica, o que a torna a primeira estrela desse tipo identificada por este observatório espacia. A descoberta foi relatada em um artigo publicado no arXiv.org, que ainda deve ser revisado por pares.

Comparação dos dois espectros da Gaia18aen obtidos nos dia 20 de janeiro e 22 de março de 2018 (Imagem: Reprodução/Merc)
Comparação dos dois espectros da Gaia18aen obtidos nos dia 20 de janeiro e 22 de março de 2018 (Imagem: Reprodução/Merc)

O fato de terem antes confundido com uma nova não é exatamente surpreendente. Estrelas simbióticas como esta são variáveis e apresentam mudanças drásticas nos espectros de sua luz. Isso acontece porque esses sistemas binários são formados por uma estrela pequena e muito quente e outra gigante fria. Em geral, tais sistemas são essenciais para pesquisadores que estudam aspectos da evolução estelar. No caso da Gaia18aen, o brilho começou a aumentar entre novembro e dezembro de 2017 e continuou nas semanas seguintes, sendo acompanhada pelo Very Large Telescope (VLT) do ESO no Chile.

Jaroslav Merc, da Universidade Charles em Praga, República Tcheca, é o líder do novo estudo. Sua equipe usou o Telescópio Liverpool em La Palma, Espanha e o VLT. A pesquisa foi complementada por dados fotométricos de outros instrumentos, como o LCO e o telescópio robótico PIRATE. “Neste trabalho, analisamos as observações fotométricas e espectroscópicas da Gaia18aen”, escreveu a equipe ao anunciar a descoberta de que o objeto é uma simbiótica do tipo S, localizada a cerca de 19.500 anos-luz de distância.

Eles também descobriram que o sistema é composto por uma anã branca quente e uma gigante M cerca de 230 vezes maior que o nosso Sol. Esta segunda teria uma composição que conta com níveis de metal elevados e uma temperatura de aproximadamente 3.500 K. Também constataram que a luminosidade do objeto tem um nível que se aproxima de 7.400 luminosidades solares — ela é, assim, uma das gigantes simbióticas mais brilhantes já detectadas. O período orbital do sistema é de aproximadamente 487 dias.

Isso não significa que a explosão detectada em 2018 não aconteceu. Na verdade, o artigo aponta para uma explosão de 3,3 mag em janeiro daquele ano, seguida por novos “abrilhantamentos” que ocorreram 100, 240 e 350 dias depois. A primeira fase da explosão principal teve uma luminosidade relativamente alta, atingindo 27.000 luminosidades solares.

Fonte: Canaltech

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