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Telescópio espacial chinês terá visão 350 melhor que a do Hubble

Segundo o vice-diretor do Observatório Nacional Astronômico da Academia Chinesa de Ciências, o novo telescópio espacial Xuntian, construído pela China, pode ser lançado em 2023. E embora o instrumento tenha diâmetro comparável ao do Telescópio Espacial Hubble, seu campo de visão é 350 vezes maior.

O futuro telescópio compartilhará sua órbita com a estação espacial chinesa Tiangong e será o principal observatório espacial do país, revelando as estrelas de modo mais amplo e profundo. O instrumento foi inicialmente projetado para ser acoplado à estação espacial, mas isso limitaria as observações.

As expectativas anteriores eram de um lançamento em 2024, mas agora pode ser que ele seja enviado ao espaço um pouco antes — ao menos, este é o plano. Entretanto, missões delicadas como essa costumam ser adiadas várias vezes, como ocorreu com o James Webb.

Simulação do telescópio Xuntian na órbita terrestre (Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)
Simulação do telescópio Xuntian na órbita terrestre (Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

Planejado há mais de uma década, o telescópio foi projetado para observar objetos no ultravioleta próximo (comprimento de onda entre 380 até 200 nm) e na luz visível perto dessa faixa do espectro. Ao todo, terá 5 instrumentos de observação:

  • Módulo de Levantamento

  • Módulo Terahertz

  • Imagem Multicanal

  • Espectrômetro de Campo de Visão Integral

  • Coronógrafo de imagens de exoplanetas.

O Xuntian registrará imagens de 40% do céu para que cientistas de todo o mundo possam investigar questões sobre a física atual do universo. Ele é projetado para medir as posições, formas e brilho de quase um bilhão de galáxias para ajudar a aprimorar os modelos de evolução galáctica. O telescópio também ajudará a investigar a matéria escura e energia escura.

Programado para iniciar as operações científicas em 2024, o Xuntian (que significa “estudo dos céus”) tem uma vida útil de 10 anos de missão — esse prazo teoricamente pode ser estendido caso o telescópio ainda esteja funcional após o encerramento da missão primária, assim como aconteceu com o Hubble.

De acordo com Li Ran, o cientista responsável pelos dados científicos do telescópio da Estação Espacial Chinesa, a capacidade do Xuntian deverá superar a do Hubble. "Vamos supor que há um rebanho de ovelhas em uma montanha; enquanto o telescópio Hubble vê apenas algumas delas, o nosso telescópio consegue capturar fotos de milhares e milhares delas com a mesma nitidez do Hubble", disse.

Essas alegações não convenceram toda a comunidade internacional de cientistas. O analista espacial Girish Linganna, por exemplo, disse que “o espelho principal do Xuntian terá cerca de dois metros de diâmetro. Um pouco menor que o Hubble, o Xuntian não corresponderá à resolução de seu antecessor, como muitas agências afirmam”.

Seja como for, o Xuntian é um instrumento poderoso que dividirá a disputa por tempo de observação entre os astrônomos ao redor do mundo. O telescópio chinês ajudará a mapear a matéria escura a distâncias de cerca de 10 bilhões de anos-luz e testará a relatividade geral e o limite superior da massa do neutrino.

"Ele também pode fazer estudos observacionais muito interessantes, tais como mapear precisamente a poeira na Via Láctea, observar como os buracos negros supermassivos engolem matéria, fotografar e estudar exoplanetas fracos através de imagens diretas de alto contraste, e potencialmente descobrir novos objetos especiais", disse Zhan Hu, cientista responsável pelas instalações ópticas do Xuntian.

Fonte: Canaltech

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