Mercado fechará em 1 h 44 min
  • BOVESPA

    107.809,77
    -911,80 (-0,84%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    53.494,97
    -554,08 (-1,03%)
     
  • PETROLEO CRU

    76,77
    +2,66 (+3,59%)
     
  • OURO

    1.887,70
    +8,20 (+0,44%)
     
  • BTC-USD

    22.996,84
    -8,92 (-0,04%)
     
  • CMC Crypto 200

    528,75
    +2,79 (+0,53%)
     
  • S&P500

    4.115,96
    +4,88 (+0,12%)
     
  • DOW JONES

    33.828,08
    -62,94 (-0,19%)
     
  • FTSE

    7.864,71
    +28,00 (+0,36%)
     
  • HANG SENG

    21.298,70
    +76,54 (+0,36%)
     
  • NIKKEI

    27.685,47
    -8,18 (-0,03%)
     
  • NASDAQ

    12.581,25
    +65,75 (+0,53%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5505
    +0,0312 (+0,57%)
     

Telescópio chinês com "olhos de lagosta" envia suas primeiras imagens

O novo telescópio Lobster Eye Imager for Astronomy (LEIA), da China, enviou suas primeiras imagens, que revelam o centro da Via Láctea, o sistema estelar binário Scorpius-X e a nebulosa Laço do Cisne. O LEIA foi lançado a bordo do pequeno satélite SATech-01, e promete abrir o caminho para missões de maior complexidade com sua tecnologia no futuro.

O LEIA conta com 36 placas que, juntas, refletem, raios X em direção a um centro comum, onde são coletados por quatro sensores. A técnica é inspirada nos olhos das lagostas, e e proporciona um amplo campo de visão. Segundo pesquisadores do país, estas são as primeiras imagens de objetos observados em raios X em amplo campo de visão, por um telescópio de imageamento de foco.

Imagem da Grande Nuvem de Magalhães na luz visível (esquerda) e em raios X observados pelo LEIA (direita) (Imagem: Reprodução/CAS/DSS)
Imagem da Grande Nuvem de Magalhães na luz visível (esquerda) e em raios X observados pelo LEIA (direita) (Imagem: Reprodução/CAS/DSS)

“Os resultados oferecem uma base sólida para o desenvolvimento das presentes e propostas missões de raios X com campo amplo, com sistemas de ópticos de ‘olhos de lagosta’ com microporos”, escreveram. Para os autores, o amplo ângulo de visão do telescópio somado aos seus recursos de captura de imagens oferecem maior sensibilidade para o monitoramento do céu e maior resolução para os chamados raios X “moles”.

O nome descreve as variações dos comprimentos de onda dos raios X: aqueles com menor comprimento de onda têm maior facilidade para pentrar nos corpos e são os chamados "raios X duros". Já os moles têm comprimento de onda maior, e não penetram tão profundamente em materiais.

Enquanto mostra resultados promissores, o LEIA é uma versão experimental do módulo que será lançado no ano que vem a bordo da sonda Einstein, também da China. Ela terá o telescópio Wide-field X-ray Telescope (WXT), formado por 12 módulos LEIA que, juntos, vão render um campo de visão com 3.600 graus quadrados. O futuro instrumento será usado para observar eventos energéticos, como supernovas.

O artigo com os resultados do estudo será publicado na revista The Astrophysical Journal Letters, e pode ser acessado no repositório online arXiv, sem revisão de pares.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: